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VIOLÊNCIA NA FRONTEIRA

Homem é encontrado esfaqueado e morto em casa em Pedro Juan

Agripino Ortiz, 53, foi encontrado morto em Pedro Juan; Polícia Nacional investiga gritos ouvidos durante a madrugada.

Fita de isolamento policial em rua de bairro na fronteira, à noite, com viaturas ao fundo e clima de investigação
Caso ocorreu em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, e segue sob investigação das autoridades paraguaias. Foto: Ultima Hora

Agripino Ortiz, de 53 anos, foi encontrado morto dentro de uma casa no bairro Reyes Católicos, em Pedro Juan Caballero. Esta é uma cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. A ocorrência foi registrada na segunda-feira (29). Desde então, a investigação passou a buscar elementos que expliquem o que aconteceu durante a madrugada.

De acordo com o jornal Última Hora, o caso teria ocorrido no interior de um imóvel. Este estava no cruzamento das ruas Agustín Pio Barrios e Choferes del Chaco. Dentro da residência, a vítima foi encontrada já sem vida. A principal linha inicial aponta para um ataque com arma branca, segundo as informações reunidas no local.

Além disso, moradores da região relataram às autoridades que gritos foram ouvidos durante a madrugada. Em seguida, no entanto, o imóvel teria permanecido em silêncio até o amanhecer. Não havia movimentação aparente. Isso reforçou a suspeita de que o crime aconteceu horas antes da localização do corpo.

A avaliação preliminar foi realizada pelo médico legista Marco Prieto, ligado ao Ministério Público. Conforme o relato técnico inicial, os ferimentos identificados foram compatíveis com a causa da morte, estimada por volta das 2h. Embora o horário ainda dependa de confirmação pericial, a informação passou a orientar os primeiros levantamentos.

Investigação em Pedro Juan Caballero

Enquanto isso, a área foi isolada para preservar vestígios e permitir o trabalho das equipes. Os primeiros procedimentos foram conduzidos pela Polícia Nacional do Paraguai. Eles iniciaram a coleta de informações. Ao mesmo tempo, buscaram identificar possíveis testemunhas e rotas de entrada e saída do imóvel.

Por fim, a promotora María Mirtha Martínez determinou a remoção do corpo para procedimentos legales e posterior liberação à família. Agora, a apuração segue para esclarecer autoria e motivação, já que, até o momento, não foram divulgados suspeitos nem a dinâmica completa do ataque.