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Museu da Imagem e do Som recebe raridades

Os primeiros álbuns da dupla Jads e Jadson e o da reconhecida banda de rock Alta Tensão são algumas das preciosidades da exposição

Por Redação
19/09/2017 • 10h00
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Raridades, alguns dos primeiros registros gravados de artistas do Estado e muita diversidade musical. Este é o patrimônio que o Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe nesta terça-feira (19), às 19h, com a cedência de parte do acervo do projeto Memória Fonográfica, do pesquisador Carlos Luz.

Financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC), o projeto prevê ao MIS o recebimento de arquivos e 100 discos em vinil e 60 cd´s, todos já digitalizados, que serão disponibilizados ao público de forma totalmente gratuita.

Dentre as obras, duas preciosidades que agradam aos mais variados gostos musicais: os primeiros álbuns da dupla Jads e Jadson e o da reconhecida banda de rock Alta Tensão.

Metalmorfose é o disco de estreia de uma das mais conceituadas bandas de hard rock de Mato Grosso do Sul. O álbum abriu as portas do grupo para fãs de todo o Brasil e ganhou reconhecimento internacional. Foi gravado em 1981 com influências de metal, rock progressivo e melódico.

A Alta Tensão foi fundada em 1981 e contou em sua primeira formação com Edson David (guitarra), os irmãos Adilson Fernandes e Marcos Fernandes (após a mudança de ambos de São Paulo para Campo Grande) e pelo “unânime” baterista Bosco. Mesmo passando por mudanças – como a saída dos irmãos e a entrada do saudoso Alex Batata – a banda gravou outros dois álbuns e participou de muitos shows no circuito do metal.

Já o álbum de estreia da hoje reconhecida dupla Jads e Jadson, paranaenses radicados em Ponta Porã, é ainda mais raro e nem aparece na discografia oficial dos irmãos. Gravado em 1987, apresenta os músicos respectivamente com 13 e 9 anos já “afiados no ofício”.

É um registro importante de dois músicos que mantém claras as influências desde o princípio. Se renovar a música de raiz sem perder a identidade é sua marca, o disco prova que este perfil já estava presente há 30 anos. Depois de um segundo vinil, mas poucas portas abertas, os irmãos ficaram separados quase 15 anos e só voltaram a cantar no fim de 2002.

Ofício 

O pesquisador Carlos Luz é quem está à frente do projeto Memória Fonográfica. Tudo começou quando trabalhava em uma gravadora, a Sapucaí, e desenvolveu um catálogo musical. A partir de então sentiu interesse em preservar a memória fonográfica de Mato Grosso do Sul.

O processo conta com pesquisa em sebos, contato com colecionadores ou pessoas que disponham da obra e a aquisição desse material. São mais de 33 mil obras que passam por todo o processo de digitalização.

“Tudo é minucioso. Depois dessa etapa é feita a seleção da discografia principal de cada música ou artista e daí se compila de acordo com o ritmo. As músicas foram classificadas em diversas vertentes, entre elas Baileiros, Coletâneas, Eletrônico, Erudito, Festivais, Folclore, Instrumental, Música Latina, MPB, Poesia, Música Pop, Música Raiz, Rap, Samba e Pagode e Sertanejo”, explica.

Segundo Carlos Luz, há praticamente o registro de todos os artistas musicais do Estado que fizeram sua produção profissionalmente. “A ideia é que agora seja feito a difusão cultural desse banco de dados, permitindo que se chegue às rádios, faculdades e outros meios, para que a sociedade possa conhecer nossa música e sons”.

A solenidade de entrega do acervo do Memória Fonográfica ao MIS acontece nesta terça-feira (19), às 19h, no Museu da Imagem e do Som, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, na avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. A entrada é franca.

(Informações da FCMS)

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