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Campo Grande, 14 de julho

Operação Casa de Ouro investiga organização criminosa responsável por fraude em licitação na Capital

Ação deflagrada pela Receita Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal, nesta quarta-feira (10), cumpre sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande

Por Karina Anunciato
10/07/2024 • 08h00
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A Operação Casa de Ouro cumpre sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande, nesta quarta-feira (10). A ação deflagrada pela Receita Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal tem como objetivo de combater uma organização criminosa especializada na fraude de certames licitatórios e no desvio de recursos públicos. A organização criminosa foi identificada dentro de outras investigações: Lama Asfáltica,  Mineração e Terceirização de Ouro.

As investigações tiveram início com a apuração de contratação indevida de empresa por meio de licitações fraudulentas, utilizando-se de conluio prévio entre as pessoas jurídicas vinculadas participantes do certame e agentes públicos.

Com base na análise do material apreendido nas operações citadas, bem como dos dados obtidos no bojo da investigação com as quebras de sigilos bancários, fiscais e telemáticos, verificou-se que foram criados diversos mecanismos de blindagem para dissimular a destinação dos recursos debitados nas contas da empresa contratada antes de chegarem às contas do destinatário final.

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Embora parte desses valores tenha sido depositada em contas de outras pessoas jurídicas, transações bancárias e documentos apreendidos evidenciam vínculos entre o beneficiário do crédito bancário, vendedor de um imóvel, e o responsável pelo desvio do recurso público, real adquirente do referido imóvel.

Na ação de hoje, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão que visam demonstrar a existência de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, buscando a confirmação de transações imobiliárias ocultas, bem como movimentações financeiras envolvendo terceiros. 

Participam da operação cinco Auditores-Fiscais e cinco Analistas Tributários da Receita Federal, 28 policiais federais, dois Procuradores da República e dois servidores da CGU.

Esquema utilizado pela organização criminosa para cometer as fraudes:

 

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