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Aumenta o número de migrantes em Três Lagoas

Unidade de acolhimento para Adultos já realizou no trimestre 10,6 mil atendimentos

Por Ana Cristina Santos
15/04/2017 • 08h11
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O desemprego no país, aliado a oferta de falso emprego em Três Lagoas, tem feito com que muitas pessoas de outras regiões do Brasil venham para a cidade em busca de oportunidades. No entanto, chegando ao município, nem sempre conseguem o tão esperado emprego. Sem trabalho e lugar para ficar, essas pessoas acabam procurando a Unidade de acolhimento para Adultos, antigo albergue municipal.

Em três meses desse ano, a unidade administrada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, já realizou 10.607 atendimentos. No mesmo período do ano passado, foram 6.710- aumento de 58%.

Segundo a secretária de Assistência Social, Vera Helena Arcioli Pinho, esse aumento é reflexo da falsa promessa de empregos na cidade. “Houve um aumento significativo no atendimento deste ano, se comparado ao ano passado. A gente observa que isso é devido à falsa promessa de que em Três Lagoas tem muito emprego. Algumas pessoas acabam ficando aqui, na expectativa de conseguir uma oportunidade de trabalho. Alguns dizem que, se aqui está ruim, na cidade deles está pior. Então, eles preferem ficar aqui”, informou a secretária.

Com isso, Vera Helena disse que aumenta a demanda de atendimento na Unidade Acolhedora. De acordo com a secretária, diariamente, no período que essas pessoas ficam no local, recebem refeições, tomam banho e repousam. Eles podem permanecer no local por até três dias. Depois, recebem passagens para suas cidades. 

Além da Unidade Acolhedora, o município tem ainda o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua. “São usuários de substâncias químicas, pessoas que vivem nas ruas, mas que recebem alimentação, um suporte, uma ajuda”, explicou.

Ainda de acordo com a secretária, infelizmente muitas pessoas que vêm para a cidade acabam ficando nas ruas, porque não conseguem emprego. “Em razão dessa crise, que é geral, e aqui não é diferente, infelizmente têm pessoas passando necessidade”, disse a secretária.

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