EFEITO QUEIMADAS

"Ajuda ao Pantanal veio lenta e demorada", afirma Ecoa

ONG ecológica destaca que estragos provocados pelo fogo devem pautar estratégias

25 SET 2020 • POR Ginez Cesar/ Thais Cintra CBN • 12h23
Planície pantaneira na divisa entre MT e MS - Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Nesta semana a CBN Campo Grande trouxe um panorama sobre as queimadas nos biomas Pantanal e cerrado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Algumas ONGs do Estado atuam tanto em pesquisas, como em ações diretas no combate aos incêndios florestais. Segundo o presidente da Ecoa (Ecologia e Ação), André Luiz Siqueira, a ajuda financeira do Governo demorou para chegar e a falta de estruturação e planejamento interferiram diretamente no combate aos incêndios.

Em entrevista à Rádio CBN Campo Grande nesta sexta-feira (25), André destacou as ações da instituição. “A Ecoa faz um trabalho de incidência durante as queimadas e depois, para destravar mecanismos de interesse político, gerando planos de curto, médio e longo prazo”, afirmou. André destacou que o trabalho de monitoramento é realizado em áreas específicas como no mapa da baía negra, região de Corumbá.

São seis mil hectares de área protegida, onde vivem comunidades em assentamentos rurais. Segundo o ativista, agora é hora de construir um planejamento mais sólido.“Esse momento é de comoção, o Pantanal está sendo visto por entidades importantes de todo o mundo. Esta é a pior seca doa últimos 50 anos e é perigoso afirmar que 83% da planície é conservada, pois o bioma não está protegido”, pontuou.

Ainda segundo ele, o ciclo da água que inicia em outubro vai regenerar o cenário, mas é preciso repensar uma nova estratégia para que em 2021 a história não se repita. Confira: