SAÚDE

"A dose de reforço é importante", diz especialista sobre nova variante da Covid-19

A JN 2.5, que é uma variação da Ômicron, foi identificada no estado vizinho pela Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso. Esse é o primeiro caso da variante no Brasil

23 JAN 2024 • POR Gerson Wassouf • 10h30
A JN 2.5 é uma variação da Ômicron e a ocorrência em MT é a primeira no Brasil - Foto: Reprodução/Freepik

A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso sequenciou e identificou uma nova subvariante da Covid-19. A JN 2.5 é uma variação da Ômicron e a ocorrência no estado vizinho é a primeira no país. A subvariante já foi identificada no Canadá, na França, Polônia, Espanha, Estados Unidos, Suécia e no Reino Unido.

Dainte da proximidade com o nosso estado, toda a atenção é válida também em Mato Grosso do Sul. O Médico Infectologista Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Julio Croda, fala sobre os cuidados necessários.

"É importante que a população, principalmente do grupo de risco como os idosos imunossuprimidos, têm que tomar a dose de reforço a cada seis meses. E quem nunca foi vacinado tem que ter um esquema vacinal completo, principalmente as crianças menores de dois anos, que apresentam maior risco de ter uma doença grave junto com os idosos. Então, a maioria da população já foi exposta, principalmente pela vacina ou pela infecção. E as crianças menores de dois anos nunca foram expostas anteriormente ao vírus, elas não têm uma resposta imunológica robusta, por isso que deve completar o seu esquema vacinal inicial. Por isso que também é importante vacinar a gestante, porque a gestante protege a criança até seis meses, até ela ter capacidade de poder ser vacinada", explica o especialista.

Em Mato Grosso

A pesquisa no Mato Grosso foi realizada entre os dias 16 e 18 de janeiro deste ano e apontou que quatro mulheres tiveram o exame positivo para a nova Sepa e foram hospitalizadas. Três pacientes já receberam alta médica, apresentam quadros estáveis e seguem em isolamento domiciliar sob acompanhamento. Uma quarta paciente tinha doença pulmonar obstrutiva crônica e acabou morrendo. No entanto, a vigilância ainda investiga o caso e não é possível afirmar que a causa da morte foi a Covid-19.

A partir das informações coletadas nessa pesquisa, a Vigilância em Saúde e o Laboratório Central do Estado estão atuando para compreender o caminho percorrido para que a nova variante chegasse até Mato Grosso. Segundo a Superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, o cenário não deve ser sinônimo de pânico, mas é preciso que as pessoas estejam alertas aos sintomas gripais.