Editorial

Expectativa crescente

A expectativa de como será o governo de Bolsonaro, depois de 16 anos de PT-MDB, é maior a cada dia

17/11/2018 06:35


O presidente eleito Jair Bolsonaro é um adepto das redes sociais para se comunicar com o país, especialmente em assuntos que considera delicados, como a indicação de nome de futuros ministros para o seu governo. Éi pela internet que o presidente eleito tem anunciado todos os nomes de seu ministério. Mas, é durante entrevistas coletivas que faz as declarações mais contundentes de como pretende governar. 

Foi assim, por exemplo, para anunciar que vai reduzir o número de ministérios - um dos assuntos em que tocou na campanha, mas sem citar pastas. O da Agricultura, por exemplo, deve abarcar outros organismos da administração federal; quanto ao do Trabalho nada decidiu, embora tenha esse ministério mais de 70 anos; o da Cultura, finalmente, voltará para o da Educação, entre outros exemplos das medidas que deverá tomar. Irá, principalmente acabar com a reserva de mercado de produtores da cultura nacional que se valem privilegiadamente da Lei Rouanet em benefício próprio para bancar projetos caríssimos que praticamente esgotam as previsões orçamentárias.  

A expectativa de como será o governo de Bolsonaro, depois de 16 anos de PT-MDB, é maior a cada dia. E não seria para menos. Mais de 58 milhões de eleitores demonstraram querer mudanças radicais no modo de condução do país, com a redução da máquina administrativa, corte de gastos, seriedade e combate à corrupção, principalmente. 

O primeiro ano de governo não deverá ser de resultados imediatos. Bolsonaro precisará de mais tempo para implantar suas ações de governo. Sabe, como parlamentar de 28 anos de mandato, que precisará negociar com partidos, mas também pôr em prática a gestão rigorosa que acabará como o toma lá da cá, além dos feudos que partidos instaram em sucessivos governos. A conduta, espera-se, que seja rigorosa como a que prometeu em campanha. Aos eleitores, por enquanto, resta acompanhar, torcer e contribuir. A hora não é de pôr cobranças na mesa. Pelos menos, por enquanto.


Redação