
Regularizar um ciclomotor pode custar mais de R$ 800 aos proprietários em Mato Grosso do Sul. O valor inclui taxas do Detran, vistorias, emissão de documentos, emplacamento e tributos estaduais. As exigências passaram a valer em todo o país e já estão em vigor, com fiscalização prevista nas vias urbanas e rodovias.
As regras fazem parte da Resolução nº 996 do Conselho Nacional de Trânsito, Contran, aprovada em 2023, que definiu critérios técnicos, normas de circulação e equipamentos obrigatórios para ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos. O prazo de adaptação terminou em 31 de dezembro de 2025 e, desde o dia 1º de janeiro deste ano, o cumprimento das exigências é obrigatório.
De acordo com o gerente de Controle de Veículos do Detran de Mato Grosso do Sul, Thiago Zanato, o processo de regularização de ciclomotores que não possuem pré-cadastro começa com vistoria inicial e taxa de autorização para remarcação, com custo aproximado de R$ 220. Em seguida, o proprietário precisa realizar etapas em empresas privadas credenciadas, como a remarcação do chassi e a emissão do Certificado de Segurança Veicular.
Após a conclusão dessas etapas, o veículo retorna ao Detran para vistoria final e emissão do Certificado de Registro do Veículo, fase que gera custo aproximado de R$ 600. Ainda há cobrança de IPVA e taxa de emplacamento, o que pode elevar o valor final da regularização, conforme a situação do veículo.
É considerado ciclomotor o veículo de duas ou três rodas que possua motor a combustão de até 50 cilindradas ou motor elétrico com potência máxima de 4 kW, com velocidade final limitada a 50 quilômetros por hora. Veículos que excedem esses limites passam automaticamente a ser classificados como motocicleta ou motoneta, seguindo outras regras.
Com as novas normas, passou a ser obrigatório o registro no Detran, o emplacamento, o uso de capacete e a habilitação na categoria A ou a Autorização para Conduzir Ciclomotor, a ACC. Circular sem documentação é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e retenção do veículo.
FISCALIZAÇÃO
Em Três Lagoas, a fiscalização é realizada pelo Departamento Municipal de Trânsito em conjunto com outros órgãos. Segundo o diretor de Trânsito do município, José Aparecido de Moraes, a atuação tem caráter educativo e preventivo, com foco na redução de acidentes e na preservação de vidas.
Bicicletas elétricas e veículos autopropelidos também passaram a seguir novas regras. A principal diferença está na presença de acelerador. Veículos com acelerador são enquadrados como ciclomotores e precisam cumprir todas as exigências legais. Já bicicletas elétricas sem acelerador continuam sendo tratadas como bicicletas comuns, desde que respeitem as normas de circulação.
A orientação das autoridades é que proprietários procurem o Detran para verificar a classificação do veículo e regularizar a situação, evitando multas, apreensão e agravamento de responsabilidade em caso de acidente.