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Assoreamento da Lagoa preocupa ambientalista e autoridades

Dirceu Deguti diz que a nova administração tem ciência da falta de drenagem nessa região e que a situação está em análise

Por Ana Cristina Santos
30/01/2017 • 16h00
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O assoreamento da Lagoa Maior de Três Lagoas preocupa ambientalistas e autoridades da área. Isso porque o principal cartão postal da cidade tem recebido grande quantidade de águas pluviais acompanhas de terra.

Isso ocorre em razão da falta de drenagem para captar e dar a destinação correta às águas de chuvas da região do Alto da Boa Vista. Como se não bastasse, segundo o ambientalista Manoel Pimenta, a água de uma lagoa de contenção de um condomínio na região, tem sido lançada em uma das caixas de contenção de águas pluviais da Lagoa Maior.

Dependendo do volume de chuva, e da quantidade de água desse loteamento, acontece o transbordamento da caixa de contenção, como ocorreu nesta quarta-feira (25).  “Isso ocorre devido ao excesso de água que foi parar em uma das caixas de contenção. Isso tem ocorrido porque foi feita uma interligação de uma lagoa de contenção de um loteamento fechado na caixa da Lagoa. Toda vez que chove acontece isso, é um absurdo o que fizeram. A Lagoa está sendo assoreada e pode deixar de existir”, declarou Pimenta.

O secretário de Infraestrutura, engenheiro Dirceu Deguti, disse que a nova administração tem ciência da falta de drenagem nessa região e que a situação está em análise. Já o ex- secretário de Obras na gestão do ex-prefeito Issam Fares, o arquiteto Paulo Guedes, disse que as caixas de contenção da Lagoa Maior deveriam ser limpas todos os anos após a temporada de chuvas. “ Elas acumulam a terra e detritos carregados pelas águas que ficam depositadas em seu fundo, reduzindo sua capacidade e eficiência nas temporadas futuras. A finalidade dessas lagoas de contenção é exatamente impedir o assoreamento e a contaminação da água da Lagoa. Pelo que tenho acompanhado, salvo algum engano de minha parte, a última limpeza foi feita no final da administração do Issam”, comentou.

Já o promotor de Justiça de Meio Ambiente, Antônio Carlos Garcia de Oliveira, também atentou para a construção de loteamentos na região. “Quando se quer mudar o Plano Diretor para construir loteamentos naquela região, razões existem para isso. Eis uma delas, águas. Diminuíram o tamanho da Lagoa Maior e isso acabou gerando essa situação. Lógico que a quantidade de águas de chuva também colabora para isso”, declarou.

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