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Governo mantém abandonada obra da Unei que custou R$ 8 milhões

Governo gasta mais R$ R$ 640 mil para reformar o prédio que ainda nem entrou em funcionamento

Por Ana Cristina Santos
04/06/2017 • 16h00
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Uma obra que custou mais de R$ 8 milhões continua abandonada pelo governo do Estado em Três Lagoas. O prédio da Unidade Educacional de Internação (Unei) “Tia Aurora”, finalizado ainda no governo de André Puccinelli (PMDB), foi abandonado por Reinaldo Azambuja (PSDB).

O atual governo, inclusive, investe mais R$ R$ 640 mil para reformar o prédio que ainda nem entrou em funcionamento. Enquanto a nova unidade não funciona, saem dos cofres do governo do Estado, todos os meses, R$ 10 mil para custear o aluguel do prédio onde funciona atualmente a Unei, no bairro Parque São Carlos.

O prédio atual está superlotado e não oferece as condições ideais para abrigar os menores infratores. Os recursos para o projeto da Unei de Três Lagoas vieram do governo federal. O projeto da nova Unei ganhou forma na região do Jardim das Violetas e foi concluído ainda em 2014.

O abandono acabou permitindo a ação de vândalos. Atualmente o local está completamente tomado pelo mato e pela sujeira. Foi roubada a fiação elétrica e, pelo péssimo estado em que se encontra, o prédio necessita ser reformado.

A reportagem esteve na unidade nesta quarta-feira (30) e não encontrou nenhum funcionário da empreiteira Gimenez, contratada para executar a obra de reforma do prédio. Atualmente, apenas um vigia toma conta do local. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já declarou por diversas vezes que colocaria o prédio em funcionamento, mas até hoje isso não aconteceu.

Segundo o diretor da unidade, Marcelo Tabone, a empresa já teria iniciado a reforma, e executa, atualmente, os serviços de serralheria nas grades das portas e janelas. Ainda segundo ele, o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, disse que a previsão do governo é de que a nova unidade entre em funcionamento ainda este ano.

A demora no funcionamento da unidade motivou, inclusive, a instauração de um procedimento pela Defensoria Pública do Estado, em fevereiro, deste ano. De acordo com a defensora pública, Rita de Cássia Vendrami Pusch de Souza, o prédio que atualmente abriga os adolescentes não é adequado para abrigar os menores infratores.

A defensora observa ainda que o governo gasta o dinheiro público com o aluguel de imóvel, sendo que ignora um prédio planejado para operar como uma Unidade Educacional de Internação.

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