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Primeira reunião do Comitê de Combate à Arboviroses define estratégias de combate à dengue

Três Lagoas é considerada área endêmica, o que exige atenção redobrada, principalmente neste início de ano

O Comitê reforça que a principal forma de combate é a eliminação de focos do mosquito, evitando água parada em recipientes, caixas d’água destampadas, pneus e calhas entupidas. Foto: Reprodução/TVC HD.
O Comitê reforça que a principal forma de combate é a eliminação de focos do mosquito, evitando água parada em recipientes, caixas d’água destampadas, pneus e calhas entupidas. Foto: Reprodução/TVC HD.

Foi realizada na quarta-feira (14) a primeira reunião do Comitê Municipal de Mobilização e Combate às Arboviroses de 2026, em Três Lagoas. O encontro reuniu representantes da Secretaria Municipal de Saúde para apresentação de dados e definição de estratégias de prevenção à dengue, chikungunya e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A cidade é considerada área endêmica, o que exige atenção redobrada, principalmente neste início de ano. Segundo a coordenadora do setor de entomologia e presidente do comitê, Georgia Medeiros, os próximos meses são críticos.

“Janeiro, fevereiro e março são meses que precisamos intensificar ainda mais as ações de prevenção. Já existe previsão de aumento nos casos”, alertou.

Durante a reunião, técnicos da Secretaria de Saúde fizeram uma explanação sobre o cenário atual no município e as estratégias adotadas no combate ao mosquito. Entre as ações simbólicas, o comitê distribuiu incensos de citronela aos participantes, como forma de conscientização.

Somente em 2025, Três Lagoas registrou 460 casos de dengue e 90 de chikungunya. Em janeiro daquele ano, uma mulher de 65 anos morreu em decorrência de complicações da dengue.

Em 2026, até o momento, não há casos confirmados, porém existem sete notificações em investigação, aguardando resultados laboratoriais.

Apesar do número baixo de registros, o coordenador de endemias, Alcides Ferreira, alerta para o risco iminente devido às condições climáticas.

“Estamos em um período de chuvas com temperaturas elevadas, o que favorece a proliferação do mosquito. Nosso primeiro LIRAa do ano apontou 2,3% de infestação, o que nos coloca em situação de alerta segundo o Ministério da Saúde”, explicou.

A secretária municipal de Saúde, Juliana Salim, destacou que o combate às arboviroses depende da colaboração de todos.

“A saúde não é só da secretaria, é de todos nós. Precisamos cuidar do quintal, da nossa casa, eliminar criadouros. Três Lagoas já é área endêmica, então precisamos agir juntos”, afirmou.

Os principais sintomas da dengue e chikungunya são:

  • Febre alta, principalmente no fim do dia
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Mal-estar

Juliana reforça que, em caso de suspeita, a população deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

“As unidades estão preparadas para atender. A avaliação é clínica e só encaminhamos para UPA ou hospital se houver agravamento. Com hidratação e acompanhamento, conseguimos evitar casos graves”, explicou.

O Comitê reforça que a principal forma de combate é a eliminação de focos do mosquito, evitando água parada em recipientes, caixas d’água destampadas, pneus e calhas entupidas.