Veículos de Comunicação

AGRO É MASSA

Clima favorece colheita da soja em MS, mas acende alerta para milho

Tempo mais seco ajuda avanço da colheita no estado, enquanto segunda safra deve enfrentar chuvas irregulares e risco climático

Foto: Aprosoja/MS
Foto: Aprosoja/MS

As condições climáticas têm favorecido o avanço da colheita da soja em Mato Grosso do Sul, mas acendem um alerta para o desenvolvimento da segunda safra de milho, que deve enfrentar um período de chuvas irregulares nos próximos meses. A avaliação é da meteorologista Maria Clara Sassaki, em entrevista à Massa FM.

Segundo a especialista, o estado vive um momento de predominância de tempo mais seco, com chuvas pontuais e mal distribuídas, cenário que tem facilitado os trabalhos de campo, especialmente na colheita da soja. De acordo com consultorias privadas, a colheita já alcança cerca de 9% da área plantada.

Enquanto estados como Mato Grosso e Goiás registram volumes elevados de chuva e interrupções temporárias nas atividades agrícolas, Mato Grosso do Sul se mantém em uma faixa de transição entre o clima mais chuvoso do Centro-Oeste e o tempo mais seco do Sul do país.

Para as próximas semanas, a tendência é de retorno das instabilidades no Sul do estado, especialmente a partir do período de Carnaval, influenciadas pela passagem de frentes frias mais continentais. Já as regiões Norte e Leste sul-mato-grossenses devem enfrentar redução das chuvas e temperaturas elevadas, devido ao avanço do ar seco no interior do Brasil.

Previsões para o Milho Safrinha

O cenário preocupa produtores de milho safrinha. A previsão indica que março terá baixos volumes de chuva e que, a partir de abril, a redução das precipitações será ainda mais acentuada. As chuvas previstas devem ocorrer, em sua maioria, na forma de pancadas isoladas, típicas do período da tarde, com pouco impacto na reposição da umidade do solo.

Apesar de ainda estarmos dentro do período chuvoso, a meteorologista destaca que não há previsão de sistemas organizados que garantam chuvas regulares ao longo do ciclo inicial do milho, o que aumenta o risco climático para a segunda safra no estado.

Acompanhe a entrevista completa: