
Campo Grande registrou o primeiro caso de morcego contaminado pelo vírus da raiva dentro do perímetro urbano. A confirmação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Controle de Zoonoses (CCZ).
O animal foi encontrado no quintal de uma residência no Bairro Vivendas do Bosque. A moradora acionou o CCZ após perceber o morcego caído no chão, em situação considerada anormal.
De acordo com a equipe técnica, a cidade possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos. Esses animais, em condições normais, não oferecem risco à população.
No entanto, de forma acidental, morcegos podem portar o vírus da raiva. A doença pode ser transmitida a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.
Por isso, a Sesau orienta que todo morcego encontrado caído no chão, vivo ou morto, ou que entre em ambientes internos, seja tratado como suspeito. A recomendação é não tocar no animal e isolar o local.
Após o recolhimento, os morcegos são encaminhados para análise laboratorial. O procedimento segue protocolos sanitários para confirmação da presença do vírus da raiva.
A secretaria reforça que morcegos observados voando à noite ou abrigados durante o dia não representam risco. Nesses casos, não é indicado qualquer tipo de manipulação.
O que fazer em caso de contato
Em situações de contato direto com morcegos suspeitos, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas. O paciente passa por avaliação para possível início do protocolo antirrábico humano pós-exposição.
A Sesau também destaca a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. Animais imunizados funcionam como barreira para a circulação do vírus.
O município segue com ações permanentes de vigilância e prevenção. O objetivo é garantir resposta rápida e segurança à população.
*Com informações da Prefeitura de Campo Grande