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Custo de vida

Tomate puxa alta da cesta básica em Campo Grande

Preço do conjunto de alimentos sobe 0,97% em janeiro

Manteiga e batata seguem na liderança dos aumentos Foto: Ceagesp
Manteiga e batata seguem na liderança dos aumentos Foto: Ceagesp

O custo da cesta básica aumentou 0,97% em Campo Grande em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Conab. Com a variação, o valor médio da cesta passou a R$ 783,41.

A alta no mês foi puxada principalmente pelo tomate, que registrou aumento expressivo de 40,70%. Também contribuíram para o encarecimento da cesta os preços da manteiga (1,42%) e da batata (0,49%).

Apesar dessas altas, parte da pressão foi amenizada pela queda nos preços de itens importantes da alimentação. O leite integral recuou 8,00%, o óleo de soja caiu 7,97% e o arroz agulhinha teve redução de 6,50%. Também apresentaram queda o feijão carioca, o açúcar cristal, o café em pó e a banana.

Na comparação com janeiro de 2025, o custo da cesta básica em Campo Grande acumula alta de 2,51%, uma das maiores variações anuais entre as capitais com série histórica completa.

Em janeiro, o trabalhador da capital sul-mato-grossense que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 106 horas e 19 minutos para adquirir os produtos da cesta básica. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, o comprometimento da renda chegou a 52,25%.

Cenário Nacional e Impacto no Trabalhador

No cenário nacional, o levantamento mostrou aumento do custo da cesta básica em 24 das 27 capitais brasileiras. São Paulo segue com a cesta mais cara do país.