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Desconhecido incendeia casa de suspeito por crime

Residência de possível autor de assassinato foi destruída por incêndio em Paranaíba

Por Valdecir Cremon
21/01/2017 • 11h27
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Uma casa foi incendiada, na noite de quinta-feira (19), no bairro Santa Eliza, zona Leste de Paranaíba. No imóvel morava o carroceiro Vanderlei Aparecido Ramos, de 40 anos, suspeito pelo assassinato da empregada doméstica Efigênia Dinalva de Souza, de 35 anos, morta a facadas no dia anterior, no bairro de Lourdes,  zona Sul.

O Corpo de Bombeiros foi chamado ao local por vizinhos, mas não conseguiu impedir que o imóvel fosse destruído pelo fogo. Um cão que pertenceria a Vanderlei - conhecido por “Tutu” - teria sido salvo por amigos. 

O homem está foragido desde a morte de Efigênia, assassinada por ele a facadas no peito e pescoço, inconformado pelo fim de um relacionamento que durou 15 anos. Efigênia saiu da casa que foi incendiada havia uma semana e morava com um filho, em Lourdes. Ela também tinha outra filha, mas nenhum do relacionamento com Vanderlei. 
No dia do crime, diz o boletim de ocorrências elaborado pela Polícia Militar, Tutu teria ido à procura da ex-companheira em nova tentativa de reatar o relacionamento. Sem sucesso, decidiu matar Efigênia. 

Testemunhas disseram a policiais militares que ela falou o nome de Tutu enquanto era socorrida a um hospital da cidade. No mesmo dia, PMs não conseguiram encontrar o carroceiro.
O incêndio na casa onde os dois moravam aumenta o mistério em torno do crime porque Tutu também é suspeito de pôr fogo no imóvel. Um vizinho teria visto o carroceiro sair do imóvel pouco antes do fogo alastrar pela cozinha e atingir a outros cômodos. O incendiário teria fugido em uma moto. 

A delegada Eva Maira Cogo, que cuida do inquérito, confirmou as informações. Disse, também, que vizinhos revelaram que Tutu agredia a mulher com frequência  e que, por isso, os filhos teriam saído da casa. Mesmo assim, Efigênia protegia o companheiro, sendo vista com marcas de agressões pelo corpo e rosto. 

Ao menos por enquanto, segundo a delegada, a polícia não relaciona o incêndio com o assassinato da doméstica. O ataque à casa deve ter apuração separada, com anexo de laudo da Polícia Científica para identificação de como o fogo começou. Não há suspeitos sobre esse crime. 

OUTRO CASO

A morte de Efigênia não é o primeiro assassinato deste ano em Paranaíba. Dia 8 de janeiro, Simone José dos Santos foi morta com um tiro em frente da casa onde morava, no bairro Jardim América, zona Leste da cidade. Ela estava com o marido e um enteado quando o atirador teria chegado em um carro. O caso é tratado como “acerto de contas” entre vizinhos desde a prisão de Marcos Tiago Sobral de Andrade, de 24 anos, denunciado pelo filho adotivo de Simone.

Em dezembro de 2016, Fernanda de Andrade Oliveira, de 23 anos, também foi morta a tiros. O suspeito é um ex-namorado dela, Osmar de Campos, de 52, que está foragido. (Valdecir cremon, talita matsushita e leonardo guimarães)

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