
Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 1.254 novas empresas no primeiro mês de 2026, de acordo com dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) divulgados em 9 de fevereiro. O volume foi apontado como o segundo maior número de registros já contabilizados para o mês de janeiro. Isso sinaliza a manutenção de um ritmo consistente de crescimento no início do ano.
No recorte por setores, a liderança ficou com serviços, que somou 982 empresas e representou 78,31% do total. Em seguida, o comércio respondeu por 244 novos empreendimentos (19,4%), enquanto a indústria contabilizou 28 empresas (2,23%). Dessa forma, o desempenho do setor terciário voltou a se destacar como o principal motor das aberturas no período.
Entre as atividades econômicas que mais apareceram nos novos registros, foram citadas atividades médicas ambulatoriais, holdings e instituições não financeiras e serviços combinados de escritório e apoio administrativo. Ao mesmo tempo, a presença dessas áreas no topo foi interpretada como um sinal de diversificação da base produtiva. Além disso, também é um sinal de fortalecimento das atividades ligadas a serviços.
Campo Grande concentrou o maior número de novas empresas, com 546 registros em janeiro. Na sequência, apareceram Dourados (120), Três Lagoas (45), Corumbá (28) e Naviraí (20). Além disso, o recorte por cidades reforçou a concentração dos registros nos principais polos urbanos do Estado.
Declarações e Análises
O desempenho foi comentado pelo diretor-presidente da Jucems, Nivaldo Domingos, que associou o resultado à regularidade do empreendedorismo em Mato Grosso do Sul. “Em janeiro de 2026, a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul contabilizou 1.254 novos registros de empresas, representando o segundo maior número de aberturas no período. Com este resultado, espera-se que o crescimento econômico e o desenvolvimento do Estado impulsionem, em 2026, um novo recorde de abertura de empresas”, afirmou.
O que diz o Estado?
Já o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, avaliou que dois movimentos ajudam a explicar o cenário. Segundo ele, houve concentração em serviços devido à expansão da atividade econômica. Por outro lado, houve avanço em fusões e holdings ligado a mudanças na tributação do ganho de capital. “Nós tivemos dois movimentos importantes. Nessa questão da abertura a gente vê claramente uma concentração na área de serviço que é decorrente novamente da expansão do próprio processo econômico. Por um outro lado nós tivemos também avanço na questão de fusões e holdings em função da alteração da regra de tributação do ganho de capital”, disse.
Por fim, Verruck também relacionou os números à continuidade do processo de abertura de empresas no Estado. Ele observou que o ambiente econômico e as políticas voltadas ao empreendedorismo têm sido apontados como fatores de sustentação para novos registros.
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