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Cão farejador é reforço contra tráfico

Policiais do 2º Batalhão serão treinados para trabalhar com animal em operações de combate a traficantes na região de Três Lagoas

Por Sergio Colacino
24/12/2017 • 14h00
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A Polícia Militar de Três Lagoas apresentou, nesta sexta-feira (22), um novo reforço para o policiamento e combate ao tráfico de drogas na cidade. Trata-se da cadela Neca, da raça Pastor-belga Malinois (fala-se “malinoá”). A cadela farejadora tem pouco mais de dois anos de idade e, durante toda a vida, passou por treinamento específico para atuar em operações de combate ao crime. Segundo o comando do 2º Batalhão da PM, de dois a quatro policiais também passarão por orientações para atuar com a cadela.

De acordo com o tenente Rodrigo Yoshimura, um policial passou por treinamento e se adaptou aos comandos para lidar com a cadela. Nos próximos meses, outros militares devem participar de cursos específicos para o uso da ferramenta em combate ao crime. “Sempre que chega uma novidade, como um armamento novo por exemplo, o policial precisa de treinamento. Agora, com essa ferramenta nova, também é preciso se aprimorar para otimizar o uso”, explica.

Nascida no Rio Grande do Sul, Neca foi ainda filhote para um canil no estado de Goiás, onde recebeu treinamento específico para se tornar farejadora. Em Três Lagoas, ela vai ser utilizada para auxiliar a PM em operações contra o tráfico de drogas. Por conta de seu olfato poderoso, os cães farejadores podem identificar substâncias ilegais em lugares escondidos. Por isso, o olfato e a curiosidade de Neca serão importantes aliados. “Se não for encontrado nada ilegal durante uma abordagem em um veículo, mas houver fortes indícios de que há entorpecentes nele, podemos usar a farejadora para dar uma indicação mais precisa ao policial”, explica Yoshimura.

A “carreira” de Neca deve durar em torno de oito anos. No 2º Batalhão, em Três Lagoas, ela vai ocupar um canil que, segundo o comando da PM, só foi usado uma vez, por Thor, outro cão que serviu a Polícia Militar na cidade. Neca ainda está em fase de adaptação: percorre, sempre acompanhada de um policial, cada canto do batalhão, curiosa – uma das características principais dos cães farejadores. Eles precisam mesmo ser “bons de fuça”, não só na hora de sentir o cheiro, mas também na perseverança. Cães como Neca gostam de procurar e recuperar objetos e não desistem facilmente da busca. Com isso, os policiais têm a garantia de que seus parceiros não farão corpo mole em serviço. “Esse período de adaptação dura cerca de 15 dias. Ela precisa se acostumar com o batalhão, o clima, os policiais, a sirene. Quando ela se sentir em casa, começamos os treinamentos”, conta o tenente.

Neca participará de testes físicos, com exercícios diários para evitar o sedentarismo, além de uma alimentação balanceada. A rotina será de uma policial de verdade, só que para ela tudo parece uma grande brincadeira.

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