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Três Lagoas, 15 de abril

O pano de fundo eleitoral

Por Redação
16/12/2017 • 10h57
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Em pouco mais de 10 meses, em outubro do ano que vem, eleitores de todo o país vão escolher o novo presidente da República, governantes para os 26 Estados e o Distrito Federal, senadores e deputados para a Câmara e as assembleias legislativas. É certo que cidades como Três Lagoas, com 75 mil eleitores, mais uma vez, vão debater a possibilidade de terem representantes nas câmaras legislativas - é este o caminho mais direto a recursos e a programas públicos. Daí o interesse. 

Foi assim em todas as eleições mais recentes, quando cidades médias passaram a ter representantes nativos, sem depender de apadrinhamentos. Três Lagoas, por exemplo, conseguiu eleger dois deputados estaduais de uma só vez. E também contribuiu decisivamente para a eleição de uma senadora. 
Só continuou para trás na conquista - ou falta dela - de uma vaga para a Câmara Federal. O município não consegue há várias décadas eleger um deputado federal, mesmo com as muitas opções que sempre se apresentam aos eleitores. O que falta?

Esta é a pergunta que, neste momento, intriga possíveis postulantes ao cargo. E a resposta mais ouvida é que partidos políticos não se entendem na hora de lançar candidatos e, divididos, condenam a cidade a  figurar neste intervalo de representação nativa zero na Câmara dos Deputados. Outra resposta que também se ouve é que a cidade, exatamente por ter o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, é alvo preferido de candidatos que parecem sair dos outros 78 municípios sul-mato-grossenses em busca de votos. É uma avalanche de políticos que só se vê em épocas assim.

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Por ser geograficamente complicado e caro viajar por todas as regiões, candidatos se concentram em cidades maiores. E, no caso de Três Lagoas, no que diz respeito à Câmara Federal, o eleitorado local tem sido alvo fácil para quem só aparece na cidade a cada quatro anos. 

Paralelamente a esta disputa por espaços, a cidade vive uma espécie de "preparação" para novas campanhas eleitorais, com políticos e seus partidos, que começam a nivelar o terreno para a disputa munEicipal. O foco fica distorcido, vesgo, e a cidade prossegue sem representação de deputado federal.
Nestes pouco mais de 10 meses, o eleitor terá tempo suficiente para avaliar todas as possibilidades de eleger representantes sem ligação legítima com a cidade ou de estar apenas fazendo parte de um jogo de cena que usa uma eleição apenas como pano de fundo, como cenário, para uma outra, futura, em infindável repetição.

 

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