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Três Lagoas, 21 de maio

Oficina busca reduzir danos pelo uso de drogas

GAEVIDA promove encontro para enfrentamento contra os danos sociais resultantes do uso de droga

Por Redação
04/12/2008 • 07h10
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A discussão em busca da resolução de problemas conseqüentes do uso de drogas, doenças sexualmente transmissíveis, violência e abandono do trabalho, além do aspecto educacional dos usuários, foi o enfoque de ontem (3) na abertura do 1º Encontro de Redução de Danos, com objetivo de habilitar agentes de saúde e assistência social do Município.

A palestra sobre o tema foi ministrada pelo consultor Domiciano Siqueira, especialista em redução de danos e direitos humanos. O evento, que visa ainda a capacitação do pessoal e prevenção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), termina hoje (4) na sede do GAE Vida, na rua Emanuel Antônio Geremias, 100, bairro Guanabara.

Segundo Siqueira, a partir da década de 1980, foi reconhecida a ligação oficial do uso de drogas ao processo de exclusão e degradação social. Na época, estudada a partir do ‘boom’ da AIDS, os profissionais da área mapearam a ligação da doença com os contrastes sociais e o consumo de droga. A partir de 2000, segundo o consultor, a relação droga-sociedade se estendeu para as outras doenças sexualmente transmissíveis, além do aumento dos casos de violência e da crescente marginalização de grande parcela social.

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Atuante há 15 anos na Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc), Domiciano Siqueira enxerga em Três Lagoas a urgência em se construir uma metodologia eficaz no trabalho dos agentes da cidade com os usuários de droga. “Existe uma relação íntima entre o consumo de drogas e os problemas sociais. Aqui na região Centro-Oeste do país, o mapeamento identificou a forte ligação entre o consumo do craque e os índices das DSTs”.

METODOLOGIA


A Reduc se diferencia das demais redes de atuação nas questões ligadas ao consumo de droga, pela forma que procede e administra o problema, conforme Siqueira. A Rede encara o consumo de drogas como um fator que já faz parte do comportamento social. Para combater as conseqüências deste comportamento a Rede parte para a ação de conscientizar o usuário às responsabilidades sociais que lhe cabem, sem impor o abandono do uso, porém afirmando suas obrigações junto ao funcionamento harmônico do espaço em que faz parte.

“Aprender a lidar com o uso de droga é o primeiro passo, sem condenar o usuário, e sim o responsabilizando pela necessidade de diminuir os índices das Doenças Sexualmente Transmissíveis e da crescente violência social”, afirma Siqueira.

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