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Editorial

Ano Novo, Vida que se Renova

Leia o Editorial da edição do Jornal do Povo desta semana

- Arquivo/JP
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Chegamos ao final de um ano difícil permeado por muitos desafios. A preservação da vida foi o maior deles, embora, muitos tenham defendido mais o desempenho econômico do que vidas humanas. A controvérsia entre o isolamento social e a continuidade da normalidade do cotidiano, certamente, é uma das causas do elevado e assustador número de mortes que não param de ser registradas diariamente. Uma vida que se consegue preservar vale muito mais do que todos os indicadores positivos de desempenho econômico. Infelizmente, o Brasil no enfrentamento da pandemia não foi e nem está bem. Não vale a pena redizer quais são os culpados. Inumeráveis países deram início a vacinação e entre nós verificamos dia após dia uma guerra pela desconstituição dos efeitos da vacina que se processa no Instituto Butantã. Tanto este Instituto, como a Fiocruz são referência mundial.  A sensação de incerteza dos efeitos das vacinas que se processam no Brasil soa para os seus detratores tal qual a conquista de um troféu. Essa conduta insana causa em grande parcela da população brasileira certa incredulidade.

Vários países, inclusive, a Argentina, na frente do Brasil, começaram a vacinação, enquanto, não temos vacina certificada e nem seringas para atender a demanda vacinal. O Ministério da Saúde, tardiamente, só conseguiu adquirir 7,9 milhões de seringas embora necessite de 331 milhões de unidades. Vivemos um tempo de incertezas, além da extrema dificuldade diante da incapacidade de se equacionar as questões apresentadas para o enfrentamento da pandemia. Em números absolutos estamos entre os três países onde pessoas morrem pela contaminação do Covid – 19. E mesmo assim, milhares de pessoas não sentem medo das consequências do ajuntamento em festas, baladas, bares e restaurantes, sem falar nas aglomerações em centros comerciais.

O Novo Ano que se aproxima, será o ano da renovação da vida. Novos hábitos serão observados no nosso cotidiano. Queremos viver e confraternizar com as pessoas com as quais nos relacionamos. Desejamos viver para sermos úteis ao próximo, cumprir a nossa missão de vida. Por isso, ser importante preservarmos as nossas relações presenciais. Não podemos continuar correndo os riscos de contaminação desse vírus que infelicita, enluta e assusta famílias. É verdade que gostaríamos celebrar festivamente o Ano Novo, mas em nome da vida as reuniões familiares deverão estar resumidas aos moradores de cada residência. Essa medida se impõe para a preservação da saúde de cada um e renovação da própria vida, enquanto, ainda não temos acesso a salvadora vacina.