
O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou, para o ano letivo de 2026, a distribuição de recursos destinados ao transporte escolar em 23 municípios do interior. A medida foi detalhada em publicação oficial da Secretaria de Estado de Educação (SED) nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, com a definição de valores e coeficientes de repasse voltados, principalmente, ao deslocamento diário de estudantes.
Os montantes foram estabelecidos por meio de extratos de termos aditivos processados pela SED, e o repasse foi direcionado às prefeituras para custear rotas que atendem alunos das redes estadual e municipal. Na prática, o objetivo é sustentar o funcionamento do serviço, sobretudo onde o transporte depende de longas distâncias e estradas vicinais.
Como os valores são calculados
A distribuição não segue um padrão único. Segundo o texto da publicação, a planilha considera o número total de alunos transportados e, além disso, a proporção de estudantes que vivem na zona rural em relação àqueles que moram em áreas urbanas. Assim, municípios com maior demanda no campo e maior complexidade logística tendem a receber parcelas mais elevadas.
Nesse recorte, Sidrolândia aparece com o maior repasse individual mencionado, acima de R$ 1,3 milhão. Na sequência, Rio Brilhante e Antônio João também figuram entre os maiores valores, ambos acima de R$ 1,1 milhão, de acordo com os números citados no material.
Diferenças entre interior rural e áreas mais urbanizadas
Por outro lado, o texto aponta que municípios com menor pressão logística ou com perímetros urbanos mais consolidados recebem aportes ajustados às suas necessidades. Sonora e Sete Quedas, por exemplo, são citados na faixa de R$ 100 mil a R$ 120 mil, indicando um perfil de atendimento distinto daquele observado nas cidades com rotas rurais mais extensas.
Esse desenho busca equilibrar custo e necessidade. Enquanto alguns municípios concentram rotas longas e gasto elevado com combustível e manutenção de frota, outros lidam com uma malha mais compacta, o que impacta diretamente a despesa por aluno transportado.
Impacto no caixa das prefeituras e modelo de gestão
Para a gestão municipal, os repasses funcionam como reforço orçamentário e, ao mesmo tempo, como instrumento de previsibilidade para organizar contratos, rotas e manutenção. O texto menciona Terenos, com mais de R$ 859 mil, e Tacuru, com aproximadamente R$ 589 mil, como exemplos de valores que ajudam a sustentar a regularidade do serviço ao longo do ano.
Nessa lógica, o modelo adotado é o de gestão compartilhada entre Estado e municípios. Os termos aditivos foram formalizados para dar continuidade aos instrumentos vigentes, e a operação foi planejada para reduzir sobreposição de rotas, melhorar o uso do dinheiro público e, principalmente, evitar que estudantes fiquem sem acesso à escola por falta de transporte.