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ESTELIONATO

Mais de 100 pessoas são vítimas do golpe do "falso advogado" em Três Lagoas

O golpe é baseado na pressão sobre as necessidades financeiras das vítimas. Especialista alerta para que não sejam feitas transferências ou repasse de dados

Golpe do "falso advogado" já fez mais de cem vítimas em Três Lagoas. Presjuízos podem ser irreversíveis. Foto: Reprodução Agência Brasil
Golpe do "falso advogado" já fez mais de cem vítimas em Três Lagoas. Presjuízos podem ser irreversíveis. Foto: Reprodução Agência Brasil

O golpe do Falso Advogado está sendo aperfeiçoado pelos criminosos. A cada ano, mais vítimas acabam enganada pelos estelionatários que, em posse dos dados judiciais – expostos em processos não sigilosos – induzem as pessoas a realizarem transferências bancárias, e muitas vezes valores muito altos.

Em Três Lagoas, segundo a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), são mais de 100 registos de vítimas desse tipo de estelionato.

O advogado e especialista no assunto, Thiago Sirahata, destaca que, qualquer pessoa que tenha acesso jurídico ao sistema onde estão inseridos os processos, consegue extrair os dados da vítima.

“Em posse desses dados, fica muito mais fácil criar um contexto, uma história, em que essa pessoa se vê hipnotizada, e não consegue diferenciar se aquilo é real ou não”, destaca ele.

Sirahata ainda comenta que muitas vezes, são processos que envolvem quantias substanciais, e de longa duração, facilitando a conclusão do golpe.

“A pessoa está há dois ou três anos envolvida em um processo, e de repente, recebe uma ligação informando que a disputa foi vencida. É uma situação que coloca uma pressão enorme, e é justamente nesse ponto, na insistência e na pressão, que os golpistas acabam vencendo”, enfatizou o especialista.

Três-lagoense, mas atualmente morando em Maceió, a arquiteta e urbanista Laura Guarnieri passou por uma situação de “quase-golpe”. Ela relata que percebeu algumas diferenças na abordagem do “suposto advogado”, e agradece ter sido bem orientada.

“A foto do whatsapp era diferente, o jeito de conversar não era o habitual. Desconfiei, tirei um print da tela e entrei em contato com o número que estava salvo nos meus contatos. Ainda bem que fiz isso, pois era mesmo um golpe”, disse a empresária.

“Manter a calma e não repassar dados ou realizar transferências é o básico para evitar o golpe”, finalizou o advogado, Thiago Sirahata.