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Prefeitura de Três Lagoas enfrenta queda na arrecadação, mas mantém equilíbrio fiscal

Mesmo com arrecadação em queda, Prefeitura de Três Lagoas garante controle das contas, diz prefeito

No ano passado o município deixou de arrecadar aproximadamente R$ 110 milhões
No ano passado o município deixou de arrecadar aproximadamente R$ 110 milhões

A Prefeitura de Três Lagoas enfrenta um cenário de redução na arrecadação, mas inicia 2026 com as contas públicas equilibradas e sem déficit fiscal. A informação foi confirmada pelo prefeito Cassiano Maia (PP), ao detalhar a situação financeira do município, que sofreu impacto direto na receita ao longo de 2025.

Segundo a administração municipal, no ano passado o município deixou de arrecadar aproximadamente R$ 110 milhões. A queda está relacionada, principalmente, à diminuição do repasse de ICMS por parte do Governo do Estado, influenciada por mudanças na tributação dos gases importados da Bolívia que entram em Mato Grosso do Sul. A avaliação da prefeitura é de que esse aperto financeiro deve se manter nos próximos anos.

Mesmo diante desse cenário, o prefeito destacou que a gestão adotou medidas de controle rigoroso dos gastos públicos, evitando a ampliação de despesas sem a garantia de receitas suficientes. Com isso, o município conseguiu fechar o exercício financeiro de 2025 de forma regular, sem superávit, mas também sem déficit.

Para 2026, a prefeitura afirma que o desafio será manter o planejamento financeiro, acompanhando a entrada de receitas mês a mês, com foco na responsabilidade fiscal, tributária e orçamentária. A prioridade, segundo o Executivo, é garantir a continuidade dos projetos estruturantes, sem comprometer o equilíbrio das contas.

Outro tema destacado pelo prefeito é o plano de cargos, carreiras e salários dos servidores municipais. De acordo com o prefeito, o andamento do processo depende da conclusão de um estudo técnico contratado na gestão anterior. O município aguarda a entrega do material, que deve apresentar o impacto financeiro do plano, para então encaminhar o projeto à Câmara Municipal.

A administração municipal também acompanha a análise de um empréstimo internacional junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, o Banco CAF. O financiamento, estimado em cerca de 36 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 180 milhões, depende de aval do Tesouro Nacional, do Senado Federal e de comissões internacionais.

Segundo o prefeito, caso seja aprovado, o empréstimo permitirá ao município acelerar a execução de obras estruturantes, já que o recurso seria liberado em um montante único, com taxas de juros inferiores às praticadas no mercado. A prefeitura reforça que somente municípios com boa capacidade financeira e contas aprovadas pelos órgãos de controle conseguem acessar esse tipo de financiamento.