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Aparecida do Taboado

Cardiologista alerta sobre infarto após morte do influenciador Maderite

Em entrevista ao RCN Notícias, Dr. Leandro Manieri explica causas do infarto fulminante, fatores de risco e comenta sobre o “Sinal de Frank”.

Dr. Leandro Manieri, cardiologista, em entrevista ao RCN Notícias (Foto: Alexandra Escobar/Cultura FM)
Dr. Leandro Manieri, cardiologista, em entrevista ao RCN Notícias (Foto: Alexandra Escobar/Cultura FM)

A morte do influenciador digital Henrique Maderite, aos 50 anos, ocorrida no dia 6 de fevereiro em sua propriedade rural no distrito de Amarantina, em Ouro Preto (MG), tem despertado alerta e provocado discussões nas redes sociais e na imprensa. A causa do óbito foi um infarto fulminante.

O fato de Maderite aparentar estar bem de saúde e ter publicado seu último vídeo por volta do meio-dia — vindo a falecer poucas horas depois — intensificou o debate sobre a ocorrência de infartos em pessoas consideradas jovens ou sem histórico aparente de doenças cardíacas.

Diante da repercussão, o RCN Notícias, da Rádio Cultura FM de Aparecida do Taboado, convidou o médico cardiologista Leandro Manieri para esclarecer o que é o infarto, por que ele ocorre e quais cuidados devem ser adotados para prevenção.

Durante a entrevista, o especialista explicou que o infarto acontece quando há obstrução das artérias que levam sangue ao coração, geralmente causada por placas de gordura que se rompem e formam coágulos. Ele destacou que fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, estresse e predisposição genética aumentam significativamente o risco.

O cardiologista também alertou para a importância da realização de exames periódicos, mesmo na ausência de sintomas, e da adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso.

Outro ponto abordado foi o chamado “Sinal de Frank” — uma prega diagonal no lóbulo da orelha que, segundo estudos, pode estar associada a maior risco de doenças cardiovasculares. Manieri ressaltou que o sinal não é um diagnóstico definitivo, mas pode servir como indicativo para que a pessoa busque avaliação médica.

A morte repentina de Henrique Maderite reforça a necessidade de atenção à saúde do coração e evidencia que a prevenção ainda é a principal aliada na redução de casos de infarto, inclusive entre pessoas mais jovens.