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Em reunião na OEA, EUA dizem que petróleo da Venezuela não pode ficar sob controle de adversários

Declaração ocorreu após ação dos Estados Unidos em território venezuelano e detenção do presidente Nicolás Maduro

Sede da OEA, localizada em Washington, D.C - Foto: Juan Manuel Herrera/OAS
Sede da OEA, localizada em Washington, D.C - Foto: Juan Manuel Herrera/OAS

Em reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), representantes dos Estados Unidos afirmaram que o petróleo da Venezuela não pode permanecer sob controle de países e grupos considerados adversários no Hemisfério Ocidental.

A declaração foi feita após a operação norte-americana que resultou na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, no último sábado (3).

Durante o encontro, o embaixador dos Estados Unidos junto à OEA, Leandro Rizzuto, disse que Washington não permitirá que a Venezuela se transforme em um centro de operações de atores estrangeiros como Irã, Rússia, China, Hezbollah e serviços de inteligência cubanos.

Segundo ele, a maior reserva de petróleo do mundo estaria sob influência de interesses externos, sem beneficiar a população venezuelana.

“Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, afirmou o diplomata, ao sustentar que os recursos energéticos do país não estariam sendo revertidos em melhorias para o povo.

EUA negam invasão e falam em ação jurídica

Rizzuto negou que os Estados Unidos tenham promovido uma invasão militar na Venezuela. De acordo com a versão apresentada, a operação teve como objetivo cumprir uma ordem judicial que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

O embaixador classificou a ação como necessária para remover obstáculos à democracia no país.

A posição foi reiterada um dia antes, durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando o representante dos EUA na ONU, Michael Waltz, afirmou que a operação teve caráter jurídico, ainda que tenha contado com apoio das Forças Armadas. Segundo ele, não há guerra nem ocupação do território venezuelano.

Operação gerou confrontos em Caracas

De acordo com informações divulgadas pelo governo norte-americano, militares dos Estados Unidos retiraram Maduro e sua esposa do território venezuelano à força. A ação teria provocado confrontos com forças de segurança leais ao presidente, além de explosões em Caracas, capital do país.

Maduro foi levado para Nova York, onde passou por audiência de custódia em um tribunal federal. Ele responde a acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado, acusações que o presidente venezuelano nega.

*Com informações da Agência Brasil