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Gasolina e vestuário pressionam inflação e IPCA sobe para 0,48% em Campo Grande

Transportes e habitação puxaram o índice em janeiro; por outro lado, alimentos em queda reduziram a pressão no mês.

Consumidor em supermercado e painel de preços de combustíveis em Campo Grande, representando inflação e variações do IPCA
Alta de combustíveis e vestuário elevou o IPCA de Campo Grande em janeiro, enquanto a queda de alimentos evitou avanço maior.

O custo de vida começou 2026 em alta em Campo Grande. O IPCA, índice oficial de inflação medido pelo IBGE, avançou 0,48% em janeiro, acelerando em relação a dezembro de 2025, quando havia marcado 0,17%. Além disso, o resultado local ficou acima da média nacional, que foi de 0,33% no mesmo período. Já no acumulado de 12 meses, a inflação na Capital soma 3,60%, segundo os dados citados para janeiro.

Entre os nove grupos pesquisados, oito registraram aumento. Ainda assim, a queda em Alimentação e bebidas ajudou a segurar o índice geral e evitou um resultado mais elevado no mês.

Impacto por Setor

Em Transportes, a alta de 0,54% foi consolidada como o principal peso no bolso do consumidor. O avanço do grupo foi impulsionado pelos combustíveis, já que a gasolina foi reajustada em 2,05% e o etanol foi elevado em 3,32%. Além disso, o custo do carro novo foi ampliado em 1,12%. Por outro lado, algum alívio foi registrado em serviços ligados à mobilidade, pois o transporte por aplicativo foi reduzido em 22,35% e as passagens aéreas foram recuadas em 7,44%, o que contribuiu para conter uma alta ainda maior.

Na Habitação, a variação de 0,59% também pesou no mês. O resultado foi influenciado principalmente pela taxa de água e esgoto, que foi majorada em 3,98% após o reajuste aplicado no início de janeiro. Ao mesmo tempo, parte dessa pressão foi compensada pela queda de 1,18% na energia elétrica, associada à mudança de bandeira tarifária, com janeiro em bandeira verde após a bandeira amarela em dezembro.

Maior Impacto

Apesar de Transportes ter maior impacto no orçamento, quem liderou as variações percentuais foi Vestuário, com alta de 1,25%. Nesse grupo, chamaram atenção as joias, com aumento de 3,58%, e as camisas masculinas, com 2,67%. Em contrapartida, o texto aponta recuo em itens como calças femininas e sapatos masculinos, o que amenizou parte do movimento.

Outros grupos também contribuíram para o avanço do IPCA na Capital. Em Comunicação, houve alta de 1,01%, puxada por aparelhos telefônicos (4,65%) e reajustes em planos de TV e internet. Já em Artigos de residência, o índice subiu 0,87%, com destaque para ar-condicionado (3,13%) e ventiladores (3,08%), em um cenário típico de maior demanda no período de calor. Além disso, Saúde e cuidados pessoais avançou 0,68%, com perfumes e maquiagens registrando aumentos acima de 3,5%.

O principal contraponto veio de Alimentação e bebidas, único grupo em queda, com -0,05%. Dentro de casa, a alimentação recuou 0,23%, com redução em itens relevantes do dia a dia, como arroz (-5,21%), frango em pedaços (-4,59%) e leite longa vida (-3,60%). No entanto, a ida ao mercado não foi de alívio completo: o tomate disparou 22,03%, enquanto a batata-inglesa subiu 7,79%. Além disso, comer fora seguiu pressionando, já que a alimentação fora do domicílio avançou 0,50%, com lanches e refeições mais caros.

Análise Detalhada da Educação

Por fim, Educação teve leve queda de 0,03%, no terceiro mês seguido de recuo, com baixa em cadernos (-1,32%) e autoescola (-1,25%), embora livros não didáticos tenham subido.

Os números são do IBGE, IPCA de janeiro de 2026, e ajudam a mostrar que, enquanto combustíveis, itens de casa e vestuário pressionaram o orçamento, o recuo em parte dos alimentos funcionou como um freio para a inflação de Campo Grande no começo do ano.