
O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (23) o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, como presidente da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP15 da CMS. O evento será realizado em Campo Grande, entre os dias 23 e 29 de março.
A conferência marcará a primeira vez que o Brasil sediará o encontro internacional, considerado um dos principais fóruns globais de discussão sobre a conservação da fauna migratória. A última edição na América Latina ocorreu em 2014, no Equador.
Na função, Capobianco será responsável por conduzir as negociações entre os países signatários da convenção. O objetivo é avançar em compromissos voltados à conectividade ecológica e à preservação de ecossistemas compartilhados entre nações.
Segundo o indicado, espécies migratórias exercem papel estratégico na conservação da biodiversidade.
“As espécies migratórias de animais silvestres desempenham um papel fundamental na conservação da biodiversidade, gerando benefícios ambientais e econômicos, como o fortalecimento do turismo sustentável e do setor de serviços”, complementou.
Campo Grande e Pantanal entram no centro do debate global
A escolha de Campo Grande como sede está ligada à relevância ambiental de Mato Grosso do Sul. O Estado abriga cerca de três quartos do bioma Pantanal, uma das principais rotas migratórias das Américas.
A região é estratégica para espécies terrestres, aquáticas e aéreas que cruzam fronteiras internacionais. Por isso, o Pantanal deve ocupar posição central nas discussões da conferência.
A COP15 deve reunir representantes de governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil de diversos países. Ao longo de uma semana, os participantes vão discutir desafios urgentes que ameaçam milhares de espécies migratórias.
As decisões tomadas no encontro orientam políticas públicas e acordos internacionais voltados à conservação ambiental.
Brasil assume liderança antes da abertura oficial
Até a abertura da COP15, a presidência formal da conferência permanece com o Uzbequistão, sede da edição anterior realizada em 2024. Ainda assim, o Brasil já passa a atuar como presidência designada.
Caberá ao país liderar o processo preparatório, estimular o diálogo entre os países e articular consensos para o êxito das negociações. Campo Grande, assim, entra no radar da diplomacia ambiental internacional.
*Com informações do Governo Federal