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GESTÃO DE SAÚDE

Governo reforça orçamento do HRMS com mais de R$ 10 milhões

Governo destinou mais de R$ 10,4 milhões ao HRMS para otimização de gestão, com repasse à Funsau e ao Fundo Especial de Saúde.

Fachada de hospital com planilha orçamentária e carimbo de suplementação
Suplementação orçamentária reforça ações de gestão e operação no Hospital Regional de MS no início de 2026. Foto: Edemir Rodrigues

O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou, nesta terça-feira (13), um reforço orçamentário de mais de R$ 10,4 milhões para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). O aporte foi autorizado pelo Decreto Orçamentário nº 004/2026, assinado pelo governador em exercício José Carlos Barbosa. Tem como finalidade ampliar a capacidade de gestão hospitalar e operacional da unidade no início do ano fiscal.

A medida foi registrada como suplementação orçamentária, mecanismo usado para reforçar dotações quando determinada área precisa de recursos adicionais. Esse reforço visa cumprir atividades, manter serviços ou acelerar ações planejadas. Assim, o governo sinaliza prioridade para o funcionamento cotidiano do hospital. Isso ocorre em um momento em que a pressão sobre a rede costuma exigir ajustes de caixa e reprogramações internas.

Dois caminhos de repasse: fundação gestora e fundo de saúde

O decreto dividiu os recursos em duas frentes. A primeira parcela destina R$ 5.491.935,59 à Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), entidade responsável pela administração do HRMS. O valor foi alocado na rubrica de “Otimização da Gestão Hospitalar”, o que indica foco em ações vinculadas ao gerenciamento do funcionamento da unidade.

Já a segunda parte do aporte veio do Fundo Especial de Saúde de MS, com liberação de R$ 5.000.000,00. Esses recursos são direcionados exclusivamente à ação descrita como “Otimização da gestão operacional do HRMS”. Dessa forma, os recursos ficam “carimbados” para finalidades específicas. Isso limita o uso a atividades relacionadas à operação do hospital.

Ajuste contábil aponta remanejamento dentro do orçamento

O documento publicado no Diário Oficial também registra cancelamentos de dotações. Na mesma tabela em que aparecem os créditos suplementares, consta o cancelamento de R$ 5 milhões em outras despesas correntes da Fundação Serviços de Saúde. Na prática, esse movimento indica um remanejamento interno. Recursos que estavam previstos para uma finalidade foram realocados para priorizar ações ligadas à gestão e à operação do hospital.

Com isso, o decreto revela não apenas a entrada de valores adicionais. Ele também mostra uma reorganização das contas para concentrar orçamento naquilo que o governo considera mais urgente neste começo de 2026.