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SAÚDE DA VISÃO

MS credencia instituto e amplia exames oftalmológicos em Campo Grande

Matriz de oferta define serviços e valores do programa “Agora Tem Especialistas”

Profissional de saúde realizando exame ocular em consultório, com equipamentos oftalmológicos e prontuário ao lado
Rede credenciada amplia triagens e exames para acelerar diagnósticos e reduzir filas na capital. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a validação de uma matriz de serviços para ampliar atendimentos oftalmológicos em Campo Grande. A medida foi registrada pela Secretaria de Estado de Saúde e passa a orientar quais procedimentos serão prestados e quais valores serão pagos dentro do programa “Agora Tem Especialistas”, criado para expandir o acesso a consultas e exames especializados.

A matriz aprovada envolve dois centros credenciados: o Instituto da Visão de MS e o Instituto de Oftalmologia do Mato Grosso do Sul. Com isso, a estrutura do programa ganha base operacional para contratar avaliações e triagens que podem acelerar diagnósticos e ajudar a reduzir a fila de espera na rede pública.

Triagens e avaliações priorizam diagnóstico precoce e prevenção

A lista de serviços definidos foi construída com foco em diagnóstico e prevenção. Na prática, serão viabilizadas avaliações iniciais, exames de triagem e procedimentos que ajudam a identificar problemas oculares em fases mais precoces, quando a chance de evitar perda visual costuma ser maior.

Detalhamento dos Procedimentos Aprovados

Procedimento Público-Alvo / Especificação Valor Unitário Qtd. Anual Estimada
Avaliação inicial em oftalmologia Crianças de 0 a 8 anos R$ 200,00 60
Avaliação de estrabismo Geral R$ 200,00 24
Avaliação inicial em oftalmologia A partir de 9 anos R$ 160,00 336
Avaliação de retinopatia diabética Pacientes diabéticos R$ 200,00 372
Fonte: Diário Oficial do Estado de MS, Resolução da SES/MS [1].

No caso do Instituto da Visão de MS, por exemplo, estão previstas avaliações iniciais em oftalmologia para crianças de 0 a 8 anos, com valor de referência de R$ 200 por atendimento. Além disso, foram incluídas avaliações específicas para estrabismo, o que tende a favorecer o encaminhamento correto para etapas posteriores de tratamento.

Também foram previstos exames iniciais para pacientes a partir de 9 anos, ampliando o alcance para a população geral. Dois parágrafos da execução do programa foram estruturados para dar agilidade ao fluxo, já que a demanda acumulada tem sido pressionada por filas e necessidade de triagem mais rápida.

Retinopatia diabética entra na matriz e ganha capacidade anual prevista

Entre os pontos de maior destaque, foi incluída a avaliação de retinopatia diabética, uma complicação do diabetes que atinge os vasos sanguíneos do olho e pode evoluir com perda de visão quando não é identificada a tempo. Na matriz apresentada, foi prevista capacidade anual de 372 atendimentos desse procedimento no prestador citado.

Com esse desenho, a triagem desse público específico tende a ganhar mais rapidez, o que pode ajudar a direcionar pacientes para o acompanhamento indicado, conforme a organização da rede.

Encaminhamentos serão regulados pelo município de Campo Grande

Embora o programa seja estadual, a operacionalização do atendimento será feita no âmbito municipal. Ficou definido que a contratação e a regulação da oferta ocorrerão por Campo Grande, o que coloca a Secretaria Municipal de Saúde como responsável por encaminhar pacientes da fila do SUS para os institutos credenciados.

Dessa forma, os atendimentos devem ser organizados a partir dos fluxos da rede municipal, utilizando os recursos do programa para absorver parte da demanda reprimida. Ao mesmo tempo, a atualização da tabela de serviços foi adotada para permitir execução imediata do atendimento, substituindo regras anteriores.