
Em meio a blocos lotados, festas de rua e celulares sempre à mão, o Carnaval também se transforma em um ambiente favorável para golpes financeiros. A combinação entre euforia, pressa e distração amplia as chances de furtos, fraudes e prejuízos, principalmente para quem utiliza aplicativos bancários e meios digitais de pagamento.
De acordo com o planejador financeiro Jeff Patzlaff, o período reúne fatores que facilitam a ação de criminosos e exige atenção redobrada por parte dos foliões.
“O Carnaval é uma tempestade perfeita para golpes. Temos aglomeração, distração, euforia e, muitas vezes, álcool. Hoje, o celular concentra boa parte da vida financeira da pessoa. Em segundos, o estrago pode comprometer planos de anos”, afirma.
Diante desse cenário, o especialista orienta que a prevenção comece antes mesmo de sair de casa.
Pagamentos exigem cuidado no meio da multidão
Pix e cartão facilitam as compras durante a folia, mas também aumentam os riscos em locais cheios. Antes de concluir qualquer pagamento, é fundamental conferir o valor digitado, o nome do recebedor e as condições da maquininha.
“Se alguém tenta apressar ou distrair durante o pagamento, é sinal de alerta”, destaca Patzlaff.
Máquinas danificadas, improvisadas ou com tela escura devem ser evitadas. Quando houver dúvida, a recomendação é desistir da compra.
Celular se tornou o principal alvo dos criminosos
O smartphone é hoje o principal alvo em festas populares, por concentrar dados pessoais, senhas e aplicativos bancários. Por isso, revisar as configurações de segurança é essencial.
Entre as medidas recomendadas estão:
- Uso de senha forte e biometria
- Ativação da autenticação em dois fatores
- Ocultação de aplicativos bancários
- Preferência por carteiras digitais
- Bloqueio do pagamento por aproximação no cartão físico
Além disso, o especialista alerta para o risco de redes públicas de Wi-Fi e links suspeitos, comuns em áreas turísticas e eventos.
Levar apenas o essencial reduz prejuízos
Outra orientação é sair para blocos e festas com poucos itens. Documento, celular e um valor limitado em dinheiro costumam ser suficientes.
“Quanto menos itens você carregar, menor será o prejuízo em caso de perda ou furto”, explica.
Bolsas antifurto, doleiras e o hábito de guardar o celular quando não estiver em uso ajudam a reduzir a exposição.
Limites no Pix ajudam a conter danos
Ajustar os limites diários de transferência e os valores máximos por operação é uma das formas mais eficientes de reduzir prejuízos em caso de golpe.
“Se houver uma abordagem criminosa, o limite pode impedir perdas maiores e dar tempo para reagir”, afirma Patzlaff.
Essas configurações podem ser feitas diretamente nos aplicativos bancários.
Atenção também na hora de voltar para casa
Os cuidados devem continuar após os eventos. A recomendação é utilizar apenas aplicativos oficiais de transporte e conferir os dados do motorista e do veículo antes de embarcar.
“Pedir o carro em local seguro e evitar usar o celular na rua reduz bastante o risco”, alerta o especialista.
Em caso de problema, ação deve ser imediata
Mesmo com prevenção, imprevistos podem acontecer. Em situações de perda, roubo ou suspeita de fraude, a orientação é agir rapidamente:
- Bloquear cartões e aplicativos bancários
- Solicitar bloqueio do chip junto à operadora
- Ativar o bloqueio remoto do aparelho
- Trocar todas as senhas, começando pelo e-mail
- Registrar boletim de ocorrência
“A rapidez na reação pode reduzir muito os prejuízos e facilitar a recuperação do controle financeiro”, reforça.
*Com informações da B3