
A Prefeitura de Campo Grande reconheceu queda na arrecadação nos primeiros meses de 2026, principalmente em razão das decisões judiciais que limitaram o reajuste do IPTU e suspenderam parte das cobranças sobre terrenos.
Apesar do cenário, a administração municipal afirmou que, neste momento, não há risco de atraso no pagamento dos salários dos servidores.
A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11).
“Existe sim uma queda na arrecadação nesses primeiros meses. A princípio, os salários não vão ser prejudicados. Temos evidências de que vamos pagar nas datas previstas”, afirmou.
Impacto das decisões judiciais no IPTU
Segundo a Prefeitura, a redução nas receitas está diretamente relacionada às decisões da Justiça que limitaram o reajuste do IPTU à inflação e suspenderam a cobrança de imóveis territoriais com aumento de alíquota.
Em ações judiciais, o município chegou a alegar risco de perda de até R$ 800 milhões na arrecadação ao longo do exercício.
No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, afirmou que o Judiciário não pode ser responsabilizado por eventual impacto financeiro decorrente de atos do próprio Executivo.
Reajuste salarial segue indefinido
Durante a coletiva, também foi questionada a possibilidade de os servidores ficarem sem reajuste pelo quinto ano consecutivo. Sobre o tema, Isaac afirmou que a situação será avaliada ao longo do ano, conforme o comportamento das receitas.
“Quanto ao aumento, a gente vai estar estudando. Vai estudar durante o ano”, declarou.
O secretário de Governo, Ulysses Rocha, reforçou que cada categoria terá suas demandas analisadas no momento adequado. “Quando chegar o momento, a gente discute isso”, afirmou.