Veículos de Comunicação

ECONOMIA

Queda na arrecadação do IPTU não deve afetar salários, diz secretário

Secretaria de Fazenda atribui impacto às decisões judiciais e afirma que folha de pagamento segue preservada em Campo Grande

Isaac José de Araújo ao lado de Ulysses Rocha - Foto: Fernando de Carvalho/Portal RCN67
Isaac José de Araújo ao lado de Ulysses Rocha - Foto: Fernando de Carvalho/Portal RCN67

A Prefeitura de Campo Grande reconheceu queda na arrecadação nos primeiros meses de 2026, principalmente em razão das decisões judiciais que limitaram o reajuste do IPTU e suspenderam parte das cobranças sobre terrenos.

Apesar do cenário, a administração municipal afirmou que, neste momento, não há risco de atraso no pagamento dos salários dos servidores.

A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11).

“Existe sim uma queda na arrecadação nesses primeiros meses. A princípio, os salários não vão ser prejudicados. Temos evidências de que vamos pagar nas datas previstas”, afirmou.

Impacto das decisões judiciais no IPTU

Segundo a Prefeitura, a redução nas receitas está diretamente relacionada às decisões da Justiça que limitaram o reajuste do IPTU à inflação e suspenderam a cobrança de imóveis territoriais com aumento de alíquota.

Em ações judiciais, o município chegou a alegar risco de perda de até R$ 800 milhões na arrecadação ao longo do exercício.

No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, afirmou que o Judiciário não pode ser responsabilizado por eventual impacto financeiro decorrente de atos do próprio Executivo.

Reajuste salarial segue indefinido

Durante a coletiva, também foi questionada a possibilidade de os servidores ficarem sem reajuste pelo quinto ano consecutivo. Sobre o tema, Isaac afirmou que a situação será avaliada ao longo do ano, conforme o comportamento das receitas.

“Quanto ao aumento, a gente vai estar estudando. Vai estudar durante o ano”, declarou.

O secretário de Governo, Ulysses Rocha, reforçou que cada categoria terá suas demandas analisadas no momento adequado. “Quando chegar o momento, a gente discute isso”, afirmou.