RÁDIOS
Campo Grande, 15 de julho

Obras no Centro podem afugentar consumidores da Black Friday, dizem lojistas

Empresários criticam cronograma de intervenções da Prefeitura. CDL alerta para impactos negativos do quebra-quebra

Por Marcus Moura
23/11/2021 • 08h43
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As obras no centro de Campo Grande são motivo de grande preocupação para os lojistas. Segundo pesquisa da Fecomércio, apenas 20% dos consumidores sul-mato-grossenses devem ir as lojas físicas para adquirir produtos durante a Black Friday. O cenário aliado ao quebra-quebra das principais ruas do comércio da capital tem tirado o sono dos empresários.

Para Bruno Arantes, dono de um estacionamento localizado na rua 15 de novembro, em frente à Praça Ary Coelho, as intervenções podem afugentar quem pretende ir as compras. “Eles deveriam ter estudado melhor o cronograma de obras. Logo agora no final do ano, momento importante para o comércio, o centro está todo quebrado. O consumidor que pretendia vir comprar aqui já fica desanimado por conta da confusão no trânsito. Falta informação”, disse.

De acordo com o responsável pela franquia de lojas Becco Acessórios, Djalma Santos, para driblar o quebra-quebra é preciso apostar em inovações. Como diz o ditado, se Maomé não vai a montanha, a montanha vem a Maomé, ele aposta numa novidade trazida pela pandemia para driblar os transtornos causados pelas intervenções, o delivery.

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“Com a pandemia, nós criamos um canal de delivery, no qual o cliente olha nas redes sociais o produto, pede pelo WhatsApp e recebe a compra em casa. As obras podem desmotivar o cliente em vir até a loja, por isso, estamos preparados para esse atendimento remoto”, explica.

Segundo o presidente da CDL/CG (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande) Adelaido Vila, a Prefeitura se comprometeu a dar uma pausa nas obras durante a black. “O centro vai ficar lindo, igual ao Jardim das Palmeiras, um cemitério, sem movimento. Eu conversei com o prefeito Marquinhos, ele se comprometeu a parar a obra a partir desta semana. Vamos ver como vai acontecer. Lá atrás, quando lançaram o calendário de obras, eu fui contra. Estamos saindo de uma pandemia, logo depois de uma crise. O centro não aguenta mais intervenções, os comerciantes não aguentam mais”.

Ainda conforme Adelaido, a black tem grande potencial para os lojistas do centro. “O frete está encarecendo produtos vendidos pela internet. Aqui, o cliente compra e já leva pra casa. O risco de decepção é nulo, já que ele pode testar o produto, olhar de perto.”

A economista da Fercomercio, Rejane Dedé de Oliveira, os lojistas precisam estar preparados para conquistar os clientes. O instituto de pesquisas estima que a black friday deve movimentar um montante de R$ 259 milhões na economia de Mato Grosso do Sul. Móveis e eletroeletrônicos estão entre os itens que serão mais procurados, segundo 33,7% das pessoas entrevistadas. Roupas, calçados e acessórios (29,1%), tablets/celulares (15,2%) vêm na sequência.

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