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Fisco estadual teve prejuízo de pelo menos R$ 750 mil com corrupção

A fase Padrinho tem o objetivo de combater a prática dos crimes de associação criminosa, corrupção, concussão e lavagem de dinheiro

Por Talita Matsushita
18/12/2017 • 16h32
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O fisco estadual teve prejuízo de pelo menos R$ 750 mil no esquema de corrupção envolvendo fiscais estaduais, empresários, contadores a fim de interferir na fiscalização tributária estadual e assim fraudar o erário público. Foi o que revelou a segunda fase da Operação Bolsão: Fase Padrinho, investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o Ministério Público, o dinheiro arrecadado por suborno transitava em contas bancárias de familiares dos envolvidos, no intuito claro de mascarar os ganhos ilícitos. A coordenação do Gaeco ressalta ainda que as investigações referentes à primeira fase da Operação Bolsão facilitaram o oferecimento de denúncia criminal contra todos os envolvidos, cujo processo já está em fase final de instrução processual. Com relação à segunda fase, deflagrada nesta segunda-feira (18), as investigações terão prosseguimento para o fim de análise de todo o material apreendido, inclusive celulares dos investigados.

Conforme nota divulgada pelo Gaeco, o objetivo é de combater a prática dos crimes de associação criminosa, corrupção, concussão e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Aparecida do Taboado e Paranaíba, na residência e empresas dos envolvidos, além da Secretaria da Fazenda e Agência Fazendárias de Paranaíba e também em Ribeirão Preto (SP), onde os mandados foram cumpridos com o auxílio do Gaeco do MPSP.

Operação Bolsão II: Fase Padrinho

A Operação teve o nome de "Padrinho" pois este era o termo utilizado entre os fiscais e empresários quando em contato para as tratativas dos pagamentos das propinas.

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