Chamado pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral de "rodoviária de quinta categoria", o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão, no Rio, foi concedido à iniciativa privada por R$ 19 bilhões na última sexta-feira, um espantoso ágio 293% sobre o lance mínimo do leilão.
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Com resultado do leilão, cresce expectativa sobre o Galeão
O consórcio vencedor, formado pela construtora Odebrecht e pela Changi, de Cingapura tem 25 anos como prazo de concessão
O valor supera os R$ 16,2 bilhões arrecadados com o Aeroporto Internacional André Franco Montoro/Guarulhos, em São Paulo, e os R$ 15 bilhões do leilão do campo de Libra, maior reserva de petróleo do país.
A expectativa agora reside na capacidade do consórcio vencedor, formado pela construtora Odebrecht e pela Changi, de Cingapura, para sanar os inúmeros problemas daquele que será a principal porta de entrada para atletas e turistas estrangeiros que chegarão ao Brasil para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Com prazo de concessão de 25 anos, o governo espera investimentos de R$ 5,7 bilhões no aeroporto, com a construção de estacionamentos, pontes de embarque e ampliação de pistas, entre outros.
No mesmo leilão, o governo concedeu o Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins, em Minas Gerais, por R$ 1,8 bilhão, ao grupo formado por CCR, pela suíça Flughafen Zurich e pela alemã Flughafen Munchen.