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Após ameaças de ataques, policiais militares desistem de aquartelamento

Cerca de 70% dos policiais do estado devem ficar no quartel até a manhã de sábado; Três Lagoas é alvo de ameaças

Por Sergio Colacino
01/09/2017 • 07h30
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A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS) de Três Lagoas decidiu não aderir ao aquartelamento proposto pela entidade em todo o estado. Em assembleia, os policiais optaram por manter o patrulhamento devido a ameaças de ataques na cidade por parte de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

Segundo o presidente da Associação em Três Lagoas, o sargento da PM Gislomar Elias da Silva, o aquartelamento aconteceria a partir das oito da manhã desta sexta-feira (1º ). No entanto, manter os militares alojados no quartel seria “irresponsabilidade”, como ele próprio definiu. “Nesta quinta-feira (31) essa facção comemora aniversário e existem ameaças de ataques aqui na cidade. Eles poderiam aproveitar dessa situação (aquartelamento) para promover ações criminosas”, explica.

Nesta semana, o Fórum de Três Lagoas recebeu segurança reforçada depois de uma ameaça de ataques. A suspeita seria de que a facção poderia invadir o local para roubar armas apreendidas em ocorrências policiais e que ficam armazenadas por lá. Na quinta-feira, dois detentos tentaram fugir da Penitenciária de Segurança Média (PSN). “À meia-noite, os presos comemoraram (data do aniversário). Essa fuga também pode ter relação com esses ataques. As ameaças são até o domingo”, diz o sargento.

Em assembleias realizadas em todo o estado, cerca de 70% dos militares decidiram pelo aquartelamento. Em Paranaíba, onde também existe a ameaça de ataques, os policiais vão ficar alojados no quartel até a manhã de sábado. Eles protestam contra o governo do estado, que ofereceu reajuste de 2,94% aos militares.

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