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Relatório publicado pelo QEdu revela a qualidade do ensino em Três Lagoas

Dados saíram dos questionários aplicados pelo Inep durante a Prova Brasil 2015 e foram divulgados esta semana

Por Jonas Turolla
25/03/2017 • 09h25
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Divulgado no início desta semana, o relatório bienal elaborado pelo QEdu, instituição voltada à análise da educação no país, chacoalhou o sistema educacional do país ao revelar a verdadeira realidade do ensino praticado nas escolas brasileiras. Os dados são frutos dos questionários aplicados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) durante a Prova Brasil 2015, avaliação censitária aplicada uma vez a cada dois anos em escolas públicas urbanas e rurais.

Ela é usada para compor a nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Em Três Lagoas, os números divulgados preocupam. Dentre os vários problemas relacionados à qualidade de ensino revelados, estão a baixa taxa de aprovação em escolas da rede pública municipal, níveis de aprendizado pífios e violência escolar. O Jornal do Povo compilou os dados e publicou, durante a semana, uma série de reportagens sobre o tema. Confira: 

APROVAÇÃO E NÍVEL DE APRENDIZADO BAIXOS
Segundo o levantemanto elaboado pelo QEdu, 26 a cada 100 estudantes nos anos finais (6º o 9º ano) da rede pública não foram aprovados em Três Lagoas, no ano escolar de 2015. Além disso, chama a atenção também o decrescente fluxo escolar de alunos do 9º ano nas escolas municipais. De 2007 pra cá, a taxa de aprovação de estudantes do último ano do ensino fundamental caiu de 91% para 71%. 

Quanto ao aprendizado dos alunos, a situação do município também preocupa. De acordo com a pesquisa, apenas 13% dos alunos do 9º ano das escolas municipais de Três Lagoas aprenderam o adequado em matemática, em 2015. Em português, o desempenho da rede municipal de ensino foi um pouco melhor, mas ainda assusta. Ao todo, 23% dos alunos do 9º ano conseguiram assimilar o conteúdo previsto para aquele ano escolar. 

Já em relação aos estudantes do 5º ano, os números são mais ‘animadores’: 46% aprenderam matemática e 59% português. “A gente pode atribuir (esses índices) à dificuldade financeira, estrutura familiar, estrutura física das escolas, formação dos professores... são várias questões. Infelizmente, Três Lagoas ainda tem uma cultura da reprovação. O MEC entende que nós não investimos na aprendizagem dos alunos. Vamos valorizar os professores para que a gente modifique esses resultados”, afirmou a diretora educacional e pedagógica da Secretaria de Educação e Cultura de Três Lagoas, Ângela Maria de Brito.

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