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Vasectomia em capivaras da Lagoa Maior divide opiniões

Secretário de Meio Ambiente e Agronegócio esclarece que vasectomia está ainda em fase de estudo

Por Tatiane Simon
08/09/2017 • 14h23
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Nesta semana o biólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Gustavo Rodrigues, esteve em Três Lagoas para realizar um estudo sobre as capivaras que habitam a Lagoa Maior. Uma das sugestões apresentadas pelo biólogo é o controle por meio de vasectomia nos machos. A possibilidade não agrada a população. A reportagem esteve na "casa" das capivaras e conversou com alguns três-lagoenses na Lagoa.

Dos quatro entrevistados, apenas um se mostrou a favor do controle biológico das capivaras por meio da vasectomia. O topógrafo, Osmar Azambuja, acha que "a vasectomia não seria um processo natural para manter o controle. Acredito que a remoção para outro local", opina.

Já Renan de Oliveira, dentista, acredito que a vasectomia seria um meio muito agressivo e "na minha opinião, nem acho que seja necessário o controle biológico delas aqui na Lagoa, afinal elas são as atrações aqui. Mas talvez o manejo fosse uma outra possibilidade", disse.

Geraldo Ferreira, é funcionário público e também se mostrou contra. Ele indagou "por que não as levar para outro habitat? Acho que a vasectomia seria um tanto quanto invasiva", afirmou.

O empresário, Eraldo da Silva, foi o único favorável ao uso da vasectomia. Segundo ele, este seria o meio mais prático. "Se o estudo aponta que precisa controlar a população das capivaras na Lagoa e a vasectomia é um meio para isso, então não vejo problema em fazê-la. Eu mesmo observo que a cada vez que minha filha vem me visitar aqui em Três Lagoas e viemos à Lagoa, parece que aumenta ainda mais o número de capivaras por aqui", declarou.

A reportagem ouviu o secretário de Meio Ambiente e Agronegócio, Celso Yamagutti, que esclareceu não se tratar de uma medida a ser tomada imediatamente. "A sugestão do biólogo é que se faça vasectomia nos machos dominantes e isso não tem nenhuma relação com a castração. Isso ainda está sendo estudado e nada vai ocorrer de um dia para o outro. Provavelmente só teremos uma pesquisa fechado no final deste ano", pontua.

Quanto à possibilidade da remoção, o secretário enfatiza que as capivaras fazem parte do cenário da Lagoa Maior e são a atração para os turistas.

Por outro lado, o ambientalista Manuel Pimenta, se coloca contra o processo de vasectomia pelo fato de o sistema de controle biológico não conseguir resolver os verdadeiros problemas da Lagoa Maior. "O foco na realidade deve ser recuperar a Lagoa Maior, sua vegetação nativa e fauna, que em oito anos se perderam", enfatiza.

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