
Como em outras campanhas eleitorais, nesta não faltarão promessas e projetos para o combate à violência. Candidatos e partidos políticos terão fórmulas, saídas, alternativas e soluções para os problemas que mais afetam a população na pauta da segurança pública. Foi assim, historicamente, da mesma maneira que o ataque aos problemas que cercam a pauta foi apresentado no pacote das soluções e projetos em campanhas anteriores.
É fato que a solução para a violência não está na pacificação da população – algo tão desejado quanto inatingível. Recentemente, um projeto federal tentou desarmar o cidadão, até mesmo bonificando em dinheiro quem concordasse em devolver armas guardadas em casa. Não deu certo. Conscientizar a população para evitar confrontos é trabalho permanente de grande quantidade de segmentos sociais. Também não dá resultado desejado.
Resumindo: não há uma solução apenas para todo o complexo problema. Contudo, não é absolutamente errado apresentar projetos ou iniciativas que possam combater a violência. Inadmissível será prometer fórmulas mágicas, ações imediatas ou soluções únicas para acabar com as ondas de crimes que trancam o cidadão dentro de casa e enchem as ruas de marginais e facções criminosas.
Aparelhar as polícias, investir em tecnologia e valorizar o trabalhador da segurança pública, sim, serão iniciativas obrigatórias dos futuros governantes. Não haverá como fugir destas “obrigações” especialmente em um Estado como Mato Grosso do Sul, que tem fronteira seca com dois países e divisa com cinco unidades da federação. Não são únicos, mas são a entrada e saída das cidades sul-mato-grossenses fatores que incidem pesadamente na violência.
Por se tratarem de ações conjuntas com o governo federal, será fundamental promover negociações para a divisão do gasto que o controle de fronteiras e divisas gera. Pode não ser a solução, mas seria um bom caminho para enfrentar a criminalidade.