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Campo Grande

Deputados cobram solução para moradores de área abandonada pela Homex

Famílias que ocupam área temem perder moradias e protestaram nesta terça-feira (21). Empresa alega que abandonou projeto de habitação após falência

Moradores ocuparam a Assembleia nesta terça-feira (22) em busca de uma solução para o problema - Victor Chileno/Alms
Moradores ocuparam a Assembleia nesta terça-feira (22) em busca de uma solução para o problema - Victor Chileno/Alms

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul querem uma solução para o empreendimento abandonado pela empresa mexicana Homex, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, onde firmou contrato para construir três mil casas, em uma área de 15 hectares. Moradores ocuparam o plenário da Assembleia nesta terça-feira (21) pelo fim do impasse. Parlamentares criticaram a empresa.

Os moradores pediram apoio aos deputados para que seja feita uma intermediação com o Poder Público, para que a Homex renuncie a posse do terreno e transfira para eles que já estão morando por lá. Eles receberam no dia 10 de agosto uma notificação de desocupação da área após a Justiça conceder liminar de reintegração à empresa. 

A empresa alega não terminou o projeto das casas nem fez a manutenção das que já existiam após falência.Mesmo com o projeto das casas não concluído, aproximadamente uma mil e duzentas famílias moram no local há quase dois anos. Segundo a líder dos moradores Valdirene Vieira da Silva, a preocupação deles é com o risco de perder os terrenos caso a ordem judicial de desapropriação seja cumprida. “A nossa preocupação é de nós ficarmos sem ter para onde ir. As famílias que foram cadastradas elas são moradoras, foram averiguados os barracos, trabalho, a vida, tudo. As famílias que estão lá elas precisam, elas não têm para onde ir”,  afirmou. 

A prefeitura de Campo Grande avalia a possibilidade de comprar o terreno para alocar os moradores. Os 24 deputados demonstraram estar sensibilizados com a questão e devem também falar com a prefeitura para que seja analisada a possibilidade de desapropriar o terreno doado para a empresa mexicana. 

Os deputados pretendem agendar uma reunião entre os moradores e a a diretora-presidente da Agência Estadual de Habitação (Agehab), Maria do Carmo Avesani Lopez,  a fim de encontrar uma solução para o impasse.