
Após seis anos da primeira licitação para a execução das obras de melhorias na rodovia BR-262, que liga Três Lagoas a Campo Grande, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), enfim conseguiu autorizar o início dos serviços. A primeira licitação foi realizada em 2012, tendo a empresa Enpa Engenharia, de Cuiabá (MT), vencedora do processo. No entanto, outras empresas entraram com recursos. O governo federal acabou cancelando a licitação e por falta de recursos a obra não foi iniciada na época.
Após isso, nova licitação foi aberta e, no ano passado, o Consórcio Ethos/Pavidez/Spazio venceu o processo para executar as obras por R$ 149 milhões. Nesta quinta-feira (23) o Dnit autorizou o início das obras de restauração da rodovia.
A ordem de serviço foi autorizada pelo ministro, Carlos Marun, representando o governo federal, e pelo superintendente do Dnit no Estado, Thiago Carim Bucker. A senadora Simone Tebet (MDB) também esteve presente, assim como os prefeitos de Três Lagoas Ângelo Guerreiro (PSDB), de Ribas do Rio Pardo, Paulo Tucura, e Edvaldo Alves de Queiroz, de Água Clara.
O superintende do Dnit no Estado destacou que as obras já foram iniciadas e maquinários já estão na pista. O ministro Carlos Marun reforçou que a obra é uma realidade, e que o Dnit tem R$ 50 milhões em caixa para o início da obra. O restante do dinheiro, segundo ele, é liberado de acordo com a execução da obra. A restauração da rodovia não foi incluída no orçamento do governo federal de 2019, e o montante previsto no deste ano, foi cortado. O departamento, no entanto, conseguiu R$ 50 milhões. Marun acredita que, após iniciada, não tem como a obra parar, pois recursos de “restos a pagar” podem ser liberados.
A senadora Simone Tebet destacou que a obra é uma realidade porque o Estado tem representantes em Brasília. Ressaltou ainda que, um dos motivos de ter desistido de concorrer ao governo do Mato Grosso do Sul é esse: “lutar pela liberação de recursos para o Estado”.
O projeto consiste na restauração completa da rodovia, implantação de 32 quilômetros de terceira faixa e construção de remanescente de acostamento de Três Lagoas até o Assentamento Mutum, pouco à frente de Água Clara. A prioridade inicial será restaurar os 115 quilômetros, trecho que liga Três Lagoas a Água Clara, o mais crítico atualmente.