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Jornalista morre ao cobrir erupção de vulcão na Guatemala

Após as explosões, o vulcão começou a lançar pequenas rochas, areia e cinzas

Um jornalista de televisão da Guatemala, Anibal Archila, morreu ao ser atingido por uma pedra lançada pelas explosões do vulcão Pacaya.

Archila cobria os detalhes da erupção do vulcão situado a 50 km ao sul da capital do país, registrada por volta das 19h de quinta-feira no horário local (22h em Brasília).

Após as explosões, o vulcão começou a lançar pequenas rochas, areia e cinzas, que chegaram a um raio de mais de cem quilômetros.

A confirmação da morte do jornalista foi feita pelos bombeiros locais e também por um de seus colegas, após encontrarem o corpo a alguns metros do veículo da emissora de TV.

Vinicios Fuentes, que trabalhava com Archila, disse que o colega não conseguiu escapar de uma chuva de pedras lançada pelo vulcão.

Dois cinegrafistas da emissora puderam escapar a tempo, mas sofreram queimaduras e ferimentos.

Três crianças permanecem desaparecidas, informou o governo guatemalteco.

Calamidade Pública

Após a erupção as autoridades ordenaram o fechamento do aeroporto internacional La Aurora, assim como o esvaziamento de pelo menos quatro localidades na região do vulcão.

A chuva de areia, que na capital guatemalteca alcançou mais de dez centímetros de espessura, provocou mais de 35 colisões de automóveis, e dezenas de motoristas sofreram lesões leves.

O governo da Guatemala declarou na noite desta quinta-feira estado de calamidade pública na zona central do país devido à erupção do vulcão Pacaya, situado 50 km ao sul da capital, sem que até o momento haja informações sobre vítimas.

Ao menos três crianças com idades entre 7 e 10 anos de idade, moradores de uma comunidade próxima à cratera, e um jornalista estão desaparecidos após a erupção.

"A medida causa a limitação das garantias constitucionais para permitir o trabalho das autoridades e os corpos de socorro na proteção dos habitantes", disse Ronaldo Robles, secretário de Comunicação da Presidência.

Além disso, segundo o secretário, o estado de calamidade pública "permite às autoridades que retirem a população dos lugares de perigo, inclusive contra sua vontade, e os levem para lugares seguros", e também causa a suspensão das aulas nos centros educativos públicos e privados.

"O presidente Álvaro Colom e seu gabinete de governo mantêm uma vigilância constante da atividade do vulcão Pacaya, assim como das constantes chuvas em todo o país, que também poderiam acarretar outras emergências", acrescentou Robles.