
O governo de Mato Grosso do Sul sancionou recentemente a lei que reconhece oficialmente a região formada por Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Inocência, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas como o “Vale da Celulose”.
A medida busca fortalecer a identidade regional, valorizando o papel estratégico desses municípios no cenário estadual e nacional. Segundo especialistas, a oficialização do Vale da Celulose não é apenas simbólica: ela cria uma estrutura de referência para políticas públicas, investimentos privados e desenvolvimento sustentável, consolidando a região como polo industrial e logístico de destaque.
A força econômica do Vale da Celulose
A região é responsável por uma parcela significativa da economia do Estado, concentrando grande parte da produção de celulose, setor que lidera as exportações de Mato Grosso do Sul. Em 2025, o Estado registrou recorde histórico de exportações, com US$ 10,7 bilhões (aproximadamente R$ 53,5 bilhões), sendo Três Lagoas responsável por cerca de 19,68% desse total.
Outros municípios do Vale também contribuem de forma expressiva para a pauta exportadora estadual, especialmente Ribas do Rio Pardo, Cassilândia e Aparecida do Taboado, cujas indústrias florestais e de papel e celulose ampliam a capacidade produtiva da região.
O impacto econômico vai além da celulose: o Vale também movimenta transporte, logística, energia e serviços, criando um ecossistema industrial integrado que fortalece a economia regional e gera empregos diretos e indiretos.
Impactos sociais e ambientais
A oficialização do Vale da Celulose reforça ainda os aspectos sociais e ambientais da região. A indústria florestal contribui para o desenvolvimento local, oferecendo capacitação profissional, qualificação técnica e oportunidades de emprego para milhares de moradores.
Além disso, grandes empresas do setor têm implementado práticas de sustentabilidade, como manejo florestal responsável, monitoramento ambiental e projetos de preservação de áreas naturais, alinhando crescimento econômico com responsabilidade socioambiental.
Para o governo estadual, o reconhecimento oficial é uma ferramenta estratégica para planejar o crescimento da região de forma equilibrada, integrando produção, exportação e preservação ambiental, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Oportunidades e futuro estratégico
Com a lei em vigor, os 13 municípios passam a integrar um polo estruturado, capaz de receber incentivos fiscais, programas de capacitação e investimentos em infraestrutura logística, portuária e de transporte. Essa estruturação é fundamental para que a região continue atraindo investimentos privados e consolidando sua posição competitiva no mercado nacional e internacional.
Especialistas destacam que a oficialização do Vale da Celulose também fortalece a identidade territorial e cultural da região, permitindo que projetos de desenvolvimento local, inovação industrial e parcerias público-privadas sejam mais eficazes, beneficiando tanto a população quanto o setor produtivo.
Relevância nacional e internacional
O Vale da Celulose não é apenas estratégico para Mato Grosso do Sul: ele se insere como polo de referência nacional na produção de celulose e produtos florestais. Com infraestrutura moderna, mão de obra qualificada e logística eficiente, a região se torna mais competitiva para o mercado internacional, contribuindo para o crescimento das exportações brasileiras e fortalecendo a balança comercial do país.