A categoria MEI (microempreendedor individual) foi criada por lei em 2008 e entrou em vigor em 2009. Dez anos depois, Três Lagoas registra quase 6 mil microempreendedores individuais. Muitos deles, se tornaram MEI depois de perder o emprego de carteira assinada. Em 2014, eram 3.052 e, até julho deste ano, eram 5.908 – um salto de 93%.
Foi o caso da Viviane Falcão, que perdeu o emprego em uma multinacional em São Paulo e precisava aumentar a renda em casa. “Me acidentei em um elevador e tive que ficar afastada. Perdi o movimento da perna e só recuperei 3 anos depois. Com isso, fui desligada do meu antigo trabalho e dependia do INSS”, explica.
A empresária, na época fora do mercado de trabalho, resgatou uma habilidade e um sonho de menina: ser artesã. A partir dos aromas ela encontrou renda. “Costumo dizer que foi uma forma de ocupar a cabeça e o bolso também. A renda extra virou renda fixa depois que decidi me formalizar”, pontua.
O trabalho começou na informalidade em agosto de 2016. No mesmo ano ela decidiu formalizar-se. Em menos de um ano ela partiu para o centro da cidade com uma loja física.
O Sebrae foi fundamental na transição de artesã para empresária na vida nova da Viviane. A instituição presta atendimento gratuitamente pra quem quiser abrir a própria empresa.
De acordo com o analista técnico do Sebrae de Três Lagoas, destaca a importância em partir pra formalidade. “Quem se formaliza passa a existir. Emite nota, consegue negociar com fornecedores, participar de licitações, tem cobertura previdenciária”.
Mas também tem gastos! “São custos baixos e de maneira muito simplificada. O chamado DAS MEI é o boleto mensal que o empreendedor tem. Pagá-lo garante todos os benefícios”, destaca.