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ELEIÇÃO 2026

Pré-campanha eleitoral: como organizar a comunicação com tráfego pago antes da campanha oficial

Durante o mandato, muitos políticos concentram seus esforços na produção orgânica de conteúdo para redes sociais acreditando que isso, por si só, está expandindo sua base eleitoral

Pré-campanha eleitoral: como organizar a comunicação com tráfego pago antes da campanha oficial

Por Humberto Grunewaldt

Durante o mandato, muitos políticos concentram seus esforços na produção orgânica de conteúdo para redes sociais acreditando que isso, por si só, está expandindo sua base eleitoral. Vídeos, reels, cortes, frases de efeito e posts bem editados. Em alguns casos, o conteúdo até viraliza. O problema é que viralizar não significa, necessariamente, comunicar com quem decide a eleição.

É aqui que entra a pré-campanha bem estruturada e o uso estratégico do tráfego pago como ferramenta de controle, segmentação e construção de base eleitoral.

O erro mais comum: confundir alcance com influência eleitoral

Um vereador de Campo Grande pode viralizar em São Paulo ou Manaus.
Um deputado estadual pode ter 70% do engajamento vindo de fora do estado.
Um pré-candidato pode acumular milhares de visualizações e, ainda assim, não fortalecer sua base real.

Ou seja: tempo, energia e conteúdo sendo jogados no escuro.

Sem controle de distribuição, você não sabe:
● Quem está sendo impactado
● Se está falando com eleitores reais
● Se está fortalecendo sua presença onde o voto acontece

Tráfego pago na pré-campanha não é sobre
“impulsionar”, é sobre controlar

O grande valor do tráfego pago na pré-campanha não está em “vender voto” o que,
inclusive, é proibido, mas em organizar a comunicação.

Com mídia paga, é possível:
● Direcionar a mensagem para a cidade, região ou estado correto
● Ajustar comunicação por bairro, faixa etária ou interesse
● Garantir que a autoridade construída chegue à base eleitoral real
● Testar narrativas, temas e formatos antes do período oficial

Em termos práticos, é transformar comunicação solta em estratégia de influência
territorial.

Autoridade e mobilização: o jogo começa antes da campanha

Pré-campanha não é pedido de voto.
É posicionamento, presença e reconhecimento.

É quando o eleitor começa a pensar:
● “Já ouvi falar desse nome”
● “Esse cara aparece sempre”
● “Esse discurso faz sentido pra minha realidade”

Aqui, o tráfego pago atua como amplificador inteligente, ajudando a:
● Consolidar imagem pública
● Reforçar causas e bandeiras
● Criar familiaridade e recorrência
● Mobilizar apoiadores silenciosos

Quando a campanha começa oficialmente, o terreno já está preparado e o custo por voto cai de forma significativa.

O fator ignorado por muitos: custo de mídia

Existe um dado que muda completamente o jogo. Fora do período eleitoral, o custo médio de mil impressões (CPM) gira em torno de:

● R$ 10 a R$ 20, dependendo da segmentação

Durante o período eleitoral, esse custo pode subir facilmente para:

● R$ 40 a R$ 50 o CPM, ou mais

Na prática, isso significa:
● Menos alcance pelo mesmo orçamento
● Mais concorrência por atenção
● Menos margem para erro

Quem deixa tudo para a campanha oficial paga mais caro para alcançar menos pessoas.
Por isso, 80% do jogo eleitoral acontece antes.

Tráfego pago sozinho não resolve; estratégia resolve!

É importante deixar claro:
tráfego pago isolado não ganha eleição.

Ele não substitui:
● Estratégia de comunicação
● Narrativa bem construída
● Conteúdo relevante
● Leitura de cenário político
● Coerência entre discurso e prática

Mas ele resolve um problema central que o orgânico não resolve: controle de distribuição. E em política, quem controla a comunicação, controla percepção.

Pré-campanha é gestão, não improviso

Pré-campanha bem feita não é sobre postar mais.
É sobre falar com quem importa, do jeito certo, no momento certo.
Quando estratégia, conteúdo e tráfego trabalham juntos, o candidato não começa a
campanha do zero ele começa em vantagem.
E vantagem, em eleição, não se improvisa. Se constrói.