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Editorial

Razão e emoção do voto

Leia o Editorial da edição do Jornal do Povo deste sábado

 - Arquivo/JP
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As cidades preparam-se para eleger prefeitos e vereadores pelo voto direto, secreto e soberano de cada eleitor. O resultado das eleições é coletivo, mas construído a partir da manifestação isolada e única de cada cidadão e cidadã.

Na urna, com o voto, vão os sonhos e desejos que se traduzem na escolha daquele que melhor os interpretou durante a campanha eleitoral. O voto transforma as esperanças em compromissos que passam a orientar o trabalho daqueles que receberam a delegação dos eleitores e seguem buscando também a aprovação deles ao longo do tempo.

No voto, em cada um deles, portanto está inscrita a emoção e a esperança do eleitor e da eleitora. Ela nasce muitas vezes da carência, das dificuldades que se deseja ver afastada e da legitima aspiração por uma qualidade de vida melhor e mais justa.

Mas o mesmo voto traz também a razão, a crítica e o julgamento que todos fazem do entorno imediato, dos resultados de quem, na prefeitura ou não Câmara, tinha obrigação de lutar contra a corrupção, aplicar bem o dinheiro público e transforma-lo em resultados concretos e práticos para a cidade e para as pessoas.

Vota-se, portanto, no candidato que mais e melhor emociona, sobretudo quanto ao futuro sonhado e compartilhado por todos. E, ao mesmo tempo e no mesmo voto, escolhe-se também o mais competente e capaz de levar a cidade ao destino pretendido e com ela todos os que vivem e trabalham ali.

A decisão, levando em conta esses pilares nasce a partir das informações, dos debates e da campanha que sempre alcança o eleitor mesmo em tempos de pandemia. Cada vez mais o eleitor se informa, critica e aponta com base em um numero elevado de informações e sensações, elementos do binômio razão e emoção.

Com esses valores e com esses sentimentos envolvidos e devidamente apurados. O voto que não tenha se cercado deles não será um voto perdido. Será voto ganho pelo populista, pelo demagogo e que quase sempre nada faz ou faz pouco, levando todos a perderem tempo e as vezes até um melhor lugar da história que o município poderia ocupar