Termina hoje (28) em Brasília (DF) o Treinamento nos Softwares de Gerenciamento de Bancos de Perfis Genéticos (Codis) promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A capacitação começou dia 19 deste mês com objetivo da atividade de capacitar as secretarias estaduais de segurança pública, por intermédio dos órgãos de perícia oficial, para compartilhar e comparar perfis genéticos, permitindo a implantação do Banco de Dados de Perfis Genéticos no Brasil. A perita criminal Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva (foto), diretora do Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), representa o Estado no encontro.
Ao todo, 15 Estados da Federação, além da Polícia Federal, possuirão banco de dados de DNA e participam do treinamento. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Ceará, Amazonas, Amapá e Pará. O Instituto Nacional de Criminalística abrigará, além do banco de dados para a demanda federal, o Banco Nacional de Perfis Genéticos, que vai reunir informações dos Estados e da Federação, e permitirá a identificação de criminosos que estejam atuando em mais de um Estado.
A rede integrada de perfis genéticos vai agilizar a solução de crimes como estupros e assassinatos e colaborar na identificação de pessoas desaparecidas. Assim é o software de investigação Codis (Combined DNA Index System), desenvolvido pelo FBI (Federal Bureau of Investigations), o serviço de investigação norteamericano.
O termo de cooperação entre os governos brasileiro e norte-americano para implantação do Codis foi assinado no ano passado. Em Mato Grosso do Sul, o Codis será utilizado pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), unidade ligada à Sejusp. A diretora do Ialf, perita criminal Josemirtes Prado da Silva, explica que o novo sistema representa uma importante ferramenta para os órgãos de perícia do País, permitindo o compartilhamento das informações e comparação de perfis genéticos.
“Com a ferramenta, será possível identificar suspeitos, locais de crimes, modus operandi, através da coleta de vestígios, que serão encaminhados ao laboratório, onde se extrai o DNA e traça-se o perfil genético, que será inserido no banco de dados. O sistema não serve apenas para condenar, mas também para inocentar”, esclarece ela.
Segundo a diretora, mais de 88 mil investigações feitas nos Estados Unidos tiveram êxito graças ao sistema. Crimes como estupros e assassinatos poderão ser solucionados com mais agilidade, além de casos de desaparecimento de pessoas.
Mato Grosso do Sul representa a região Centro-Oeste no conselho normativo do Codis, responsável pela proposição e implementação de todas as ações de caráter técnico e normativo do sistema.
O conselho é constituído por cinco peritos oficiais – membros da Rede Nacional de Genética Forense -, um de cada região geográfica; representantes do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.