Veículos de Comunicação

Meio Ambiente

Comandante da PMA de Três Lagoas destaca reforço de operações em rios da região

Ao todo, cinco pessoas foram presas em flagrante, e uma sexta segue sendo investigada

O tenente reforçou que, em rios estaduais, como o Rio Verde e o Rio Sucuriú, qualquer tipo de pesca é proibido, inclusive de barranco. Foto: Reprodução/TVC HD.
O tenente reforçou que, em rios estaduais, como o Rio Verde e o Rio Sucuriú, qualquer tipo de pesca é proibido, inclusive de barranco. Foto: Reprodução/TVC HD.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Três Lagoas realizou uma das maiores apreensões de pescado dos últimos anos durante uma megaoperação de combate à pesca predatória na região da Costa Leste de Mato Grosso do Sul. A ação resultou na apreensão de mais de 300 quilos de peixes, aplicação de cerca de R$ 35 mil em multas e na prisão de cinco pessoas em flagrante.

A operação foi conduzida de forma integrada pela PMA, Polícia Militar e Polícia Civil, durante o período da Piracema, quando a pesca é proibida em rios estaduais.

O comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, tenente Lauro Santanna, explicou que as investigações começaram após denúncias de que pescadores estariam descendo o Rio Verde durante a madrugada, utilizando arpões para capturar os peixes.

“Recebemos informações de que indivíduos estavam realizando pesca ilegal à noite. Com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, montamos uma operação conjunta e conseguimos localizar os suspeitos e apreender uma grande quantidade de pescado”, afirmou.

Ao todo, cinco pessoas foram presas em flagrante, e uma sexta segue sendo investigada. Segundo o tenente, há indícios de que um rancho e uma propriedade rural eram utilizados como ponto de apoio para armazenar o pescado ilegal.

“No dia da operação, eles vieram direto para os veículos onde estavam estacionados. Em diligências na propriedade próxima, encontramos pequena quantidade de peixe irregular e armas, o que segue sob investigação”, explicou.

De acordo com o comandante da PMA, a principal motivação da pesca predatória durante a Piracema é o comércio ilegal de peixes.

“Se não houvesse quem comprasse, não existiria quem se arriscasse a pescar nesse período. O aumento do valor do peixe durante a Piracema acaba incentivando esse tipo de crime”, destacou.

Todo o pescado apreendido foi doado a instituições filantrópicas, conforme determina a legislação ambiental.

A Piracema termina no dia 28 de fevereiro, e até essa data a fiscalização segue intensificada. O tenente reforçou que, em rios estaduais, como o Rio Verde e o Rio Sucuriú, qualquer tipo de pesca é proibido, inclusive de barranco.

No Rio Paraná, que é de jurisdição federal, a pesca amadora é permitida apenas com vara simples ou molinete, e somente para espécies exóticas, como tilápia, tucunaré e curvina.

“Muitas pessoas confundem. A autorização vale apenas para a calha do Rio Paraná. Braços e rios estaduais continuam proibidos”, alertou.

A PMA reforça que denúncias podem ser feitas pelo telefone (67) 3929-1360.

É possível enviar mensagens, fotos e vídeos, de forma anônima.

“O trabalho da PMA vai além da fiscalização. Atuamos também com educação ambiental e resgate de animais silvestres. A conscientização da população tem ajudado a tornar a Piracema mais tranquila nos últimos anos”, concluiu o comandante.