
A regularização de ciclomotores e parte das bicicletas elétricas passou a ser obrigatória em todo o país e já está em vigor nas ruas de Três Lagoas. A medida segue a Resolução nº 996 do Contran, aprovada em 2023, cujo prazo de adaptação terminou no fim de 2025.
Desde o dia 1º de janeiro, os veículos enquadrados na norma precisam cumprir exigências como emplacamento, documentação e vistoria.
Nas ruas, a maioria da população aprova a medida, que busca trazer mais segurança ao trânsito. A aposentada Ivete Pereira dos Santos é favorável à regularização.
“Eu acho importante, válido e necessário. Falta muita conscientização. Muita gente acha que é só pedalar e sair pelas vias, mas não é assim. Tem que ter regras para evitar acidentes”, afirmou.
Moradores relatam ainda imprudência no trânsito, como circulação na contramão, avanço de sinal vermelho e desrespeito às normas básicas, situações que aumentam o risco de acidentes.
A dona de casa Júlia Ladislau também concorda com a medida.
“Tudo tem que andar certo. Se os carros precisam seguir regras, as bicicletas também. A gente vê muita imprudência, principalmente em ponto cego de carro”, destacou.
Apesar da aprovação, o valor da regularização tem gerado críticas. Para regularizar um ciclomotor, o proprietário pode gastar mais de R$ 800 em taxas do Detran.
Segundo o Detran-MS, os valores correspondem às etapas obrigatórias do processo, como:
- Vistorias técnicas
- Taxas administrativas
- Emissão de documentos
- Serviços de empresas credenciadas
- Tributos estaduais
O órgão explica que cada fase é exigida por lei para garantir que o veículo esteja dentro dos padrões de segurança.
O professor Ronaldo Ramires concorda com a regularização, mas questiona se a população tem condições financeiras.
“É bom para organizar o trânsito, mas será que as pessoas estão preparadas para pagar mais de R$ 800? Talvez pudesse ter algum tipo de ajuda do governo para quem é mais carente”, sugeriu.
O trabalhador Benedito Tenório também apoia a lei, mas considera o valor elevado.
“A lei é boa, senão vira bagunça. Mas esse valor é puxado demais. Quem ganha um salário mínimo não vai dar conta. As coisas só sobem e o salário fica lá embaixo”, lamentou.
A regularização é vista como um avanço para a organização do trânsito, mas a discussão agora gira em torno da acessibilidade financeira da medida, principalmente para quem utiliza bicicleta elétrica ou ciclomotor como principal meio de transporte ou trabalho.