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Três Lagoas cresce e lidera geração de empregos em MS

Apesar do cenário positivo, ainda há moradores em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho

A Casa do Trabalhador tem buscado diálogo com empresas para flexibilizar a exigência de experiência. Foto: Reprodução/TVC HD.
A Casa do Trabalhador tem buscado diálogo com empresas para flexibilizar a exigência de experiência. Foto: Reprodução/TVC HD.

Três Lagoas vive um dos momentos mais intensos de crescimento econômico dos últimos dez anos. O município segue como a segunda cidade do Estado que mais gera empregos, consolidando-se como um dos principais polos de trabalho formal em Mato Grosso do Sul.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisados até o fim de 2025, o município se destaca principalmente nos setores da indústria de celulose, comércio e prestação de serviços.

Apesar do cenário positivo, ainda há moradores em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. É o caso de Jefferson dos Santos Silva, de 31 anos, que está desempregado há dois meses. Mesmo com curso de motorista, ele não consegue colocação por conta do salário oferecido.

“Um pouco mais o salário e também a questão financeira. Acho que já estava trabalhando na área”, afirma.

Com contas vencendo, Jefferson disputa vagas com centenas de candidatos e busca oportunidades em outros setores.

“Procuro vaga de operador de abastecimento ou de churrasqueiro, que é a área que mais entendo. Também vou tentar renovar minha habilitação para conseguir algo como motorista”, explica.

Pesquisa divulgada pela Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) aponta que o saldo na geração de empregos no Estado é positivo. Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, foram registrados 16.368 novos postos formais.

Somente na Casa do Trabalhador de Três Lagoas, no mesmo período, 1.360 pessoas foram empregadas.

“A gente vê um cenário de pleno emprego em todo o Estado. Temos uma média de 20% a 25% de colocação direta por meio do nosso atendimento, o que nos orgulha bastante”, explica o gestor Sidney Abreu.

Ao todo, cerca de 25 mil pessoas passaram pela Casa do Trabalhador no período, em busca de diversos serviços, como encaminhamentos, orientações e cursos.

Os setores que mais procuram mão de obra são o industrial e o de prestação de serviços. No entanto, a exigência de experiência ainda é um obstáculo para muitos candidatos.

Esse é o caso de David Franco, de 20 anos. Borracheiro desde os 13 anos, ele está desempregado há quatro meses e tenta uma vaga como auxiliar de mecânico, mas esbarra na falta de experiência formal.

“Quase não aparece vaga para borracheiro. Queria tentar auxiliar de mecânica, mas pedem experiência. Como vou aprender se ninguém dá oportunidade?”, questiona.

A Casa do Trabalhador tem buscado diálogo com empresas para flexibilizar a exigência de experiência.

“Conversamos com as empresas para reduzir o tempo exigido ou até retirar essa exigência. Algumas aceitam, outras infelizmente não”, explica a coordenação.

Outra alternativa oferecida aos trabalhadores é a qualificação profissional, por meio de cursos gratuitos disponibilizados pela própria Casa do Trabalhador e por parceiros como o Sistema S.

“A gente orienta o trabalhador a buscar cursos. Mesmo sem experiência prática, ele passa a ter uma formação recente, o que ajuda na negociação com as empresas”, completa.