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Casas vazias nas férias elevam risco de furtos em Campo Grande

Capital fechou 2025 com quase 15 mil ocorrências

Mara Bay, tenente da Polícia Militar Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG
Mara Bay, tenente da Polícia Militar Foto: Fernando de Carvalho/ Massa CG

Com a chegada das férias escolares e das viagens de início de ano, residências vazias voltam a se tornar alvos preferenciais de criminosos em Campo Grande. De acordo com os dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a capital sul-mato-grossense encerrou 2025 com quase 15 mil furtos registrados — média de 41 casos por dia —, número que mantém o alerta ligado mesmo diante da queda nos crimes de roubo.

Segundo a Polícia Militar, o furto está diretamente associado à oportunidade. Casas sem movimentação, rotinas previsíveis e ausência de medidas básicas de segurança facilitam a ação criminosa, especialmente em períodos prolongados de ausência dos moradores.

Orientações da Polícia Militar

A tenente Mara Bay, do 1º Batalhão da PM, explica que, diferentemente do roubo, o furto ocorre sem violência ou ameaça, o que faz com que muitas vítimas só percebam o crime dias depois.

“Imóveis com aparência de abandono, portões abertos e objetos visíveis são fatores que aumentam muito o risco”, afirma.

Durante as férias, a orientação da polícia é reforçar cuidados simples, como evitar divulgar viagens nas redes sociais, pedir a familiares ou vizinhos de confiança que observem a residência e recolham correspondências e encomendas. A falta de movimentação, segundo a PM, é um dos principais sinais observados por criminosos.

Em alguns bairros da capital, moradores têm adotado estratégias coletivas, como grupos de vigilância solidária, para trocar informações e comunicar atitudes suspeitas. A polícia avalia esse tipo de iniciativa como positiva, desde que não exponha rotinas pessoais.

Caso o morador perceba sinais de invasão ao retornar para casa, a recomendação é não entrar no imóvel e acionar imediatamente a Polícia Militar. “Não há garantia de que o autor já tenha saído. O local deve ser preservado para não comprometer a investigação”, orienta a tenente.

Informações como descrição de suspeitos, roupas e direção de fuga ajudam no trabalho policial e aumentam as chances de prisão em flagrante e recuperação de bens.

Mesmo com a redução dos roubos, a polícia destaca que a prevenção continua sendo o principal caminho para reduzir os furtos, sobretudo em períodos como férias e feriados prolongados, quando a cidade fica mais vulnerável.

Acompanhe a entrevista completa: